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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

12 de fev. de 2014

Comunidades católicas ampliam força e atraem mais fiéis no Ceará

Uma machete publicada no site do Diário do Nordeste no dia 09 de fevereiro de 2014, mostra o crescimento do fiéis por parte das novas Comunidades Católicas no ceará, dentre elas a Comunidade Católica Shalom; a Comunidade Católica Mariana Boa Semestre da cidade de Quixeramobim, que tem levado a sua missão para algumas dioceses e começara também aqui em Fortaleza, e a Comunidade Católica Um Novo Caminho, no bairro Dionísio Torres. Veja na integra a machete tirada do site Diário do Nordeste. 


Comunidades católicas ampliam força e atraem fiéis no Ceará
Quando João Paulo II foi eleito papa, em 1978, foi inaugurada uma nova igreja, pois o pontífice saiu do Vaticano e levou a sua fé ao mundo. Aproveitando essa abertura maior da igreja e usando uma forma diferente para se comunicar com os fiéis, as Comunidades Católicas de todo o Estado têm reunido mais membros a cada dia.

Na Comunidade Católica Shalom, localizada na Aldeota, por exemplo, há cinco anos existiam apenas dois centros de evangelização em toda Fortaleza e, hoje esse número subiu para 26. Além disso, a comunidade conta com mídias sociais e programas de rádio.

Comunidades católicas ampliam força e atraem mais fiéis no Ceará
Fundada em 1997 no município de Quixeramobim, distante 203 quilômetros da Capital, a Comunidade Católica Mariana Boa Semente, nos últimos anos, tem levado a sua missão também para as dioceses de Iguatu, Limoeiro do Norte e, hoje, começará também em Fortaleza, na Igreja de Santa Edwiges, na Avenida Leste Oeste.

Durante os últimos dois anos, o número de membros que fazem parte da Comunidade Católica Um Novo Caminho, no bairro Dionisio Torres, nos eventos realizados durante a semana, passou de 500 para mais de mil.

Nova Evangelização

Para o padre Antonio Furtado, que participa da Comunidade Shalom há 25 anos, sendo 10 como padre, o crescimento dos grupos se deve ao papa João Paulo II. Principalmente devido à carta que ele escreveu, em 2000, sobre a nova evangelização, onde a igreja vai para as ruas. "Esse novo modo de igreja começou com João Paulo II, se consolidou com Bento XVI e continua com o papa Francisco" disse.

O padre, que esta há 10 anos no Shalom, ressaltou que essa mudança é simples, pois a comunidade cristã vai para as ruas e por lá encontra os homens de hoje e seus desafios. "Antigamente o sino tocava e os fiéis iam para a igreja. Hoje esse mesmo sino não chega às pessoas que estão nos prédios ou em locais mais distantes. Por isso, essa mudança foi necessária".

Além disso, ele acrescentou que esse aumento no número de fiéis participando das comunidades também se deve à busca das pessoas por Deus. Antes isso existia também, a diferença é que hoje as pessoas também fazem questão de participar. "Atualmente não basta ser apenas o católico de IBGE".

Essa nova igreja, lembrou o padre, foca no protagonismo dos fiéis. Tanto que, hoje, eles são as mãos e os olhos do padre. "Essa tem sido uma grande graça, pois os leigos estão nas ruas levando o evangelho para todo o mundo", frisou.

A sede por Deus existente atualmente é um dos motivos para o crescimento no número de fiéis nas grupos religiosos, comentou o fundador da Comunidade Mariana Boa Semente, Antonio Pádua Costa de Almeida. "As comunidades se destacam porque têm uma linguagem nova e estão atuantes em várias mídias".

Assim como o padre Antonio Furtado, Almeida também lembra que João Paulo II é importante, já que aumentou o envolvimento dos leigos. Dessa forma, o papa acabou incentivando uma abertura maior da igreja junto aos católicos para que eles levem a religião aonde forem.

A forma diferente de se comunicar fica em evidência, por exemplo, na Comunidade Católica Recado, onde a evangelização é feita através das artes, principalmente da música. "Pregamos com liturgias. Dentro das paróquias isso é muito forte", destacou a coordenadora da unidade de dança daquela comunidade, Regina Andrade de Queiroz.

Papa Francisco

A eleição do papa Francisco, no ano passado, também é tido como um dos fatores que incentivam o aumento de pessoas procurando fazer parte das comunidades católicas do Estado.

O administrador interno da Comunidade Anuncia-me, Elton dos Santos Olímpio, acredita que o destaque do líder da igreja católica se deve à sua linguagem, humildade e dedicação. "Todo mundo gosta dele".


A forma como o novo pontífice acolheu os fiéis foi determinante para que mais pessoas passassem a frequentar a confraria, relatou David Nogueira Barbosa, coordenador de eventos da Comunidade Um Novo Caminho. "Papa Francisco acolheu muito bem a todos os fiéis. Com o seu carisma ele também acaba influenciando bastante os católicos", destacou.

Capital em destaque

De acordo com o coordenador da pastoral da Arquidiocese de Fortaleza e pároco da igreja de Fátima, padre Ivan Sousa, a grande procura por esses grupos religiosos é maior em Fortaleza. No restante do Brasil, esse crescimento ainda é tímido.

"As comunidades católicas se destacam porque quem participa tem um estilo de vida diferente, pois participam de reuniões, tem uma espiritualidade mais serena e, as vezes, até mais emocional", explicou o pároco.

Ele ainda afirmou que esse aumento de participantes nas comunidades tem feito um bem a igreja, uma vez que algumas pessoas que estavam longe da religião voltaram e estão se envolvendo cada vez mais.

Porém, o coordenador da pastoral da Arquidiocese de Fortaleza ressalta que não é possível prever até quando esse crescimento vai acontecer e nem o que vai acontecer no futuro. "É importante que a igreja passe a acompanhar esse processo".

Jovens são maioria no grupo

Para o padre Antonio Furtado, que participa da Comunidade Shalom há 25 anos, os jovens são uma novidade para a igreja

A maioria das pessoas que fazem parte das comunidades católicas não são adultas e nem os idosas, e sim os jovens. Em alguns grupos eles chegam a ser 90% do total. O tipo de trabalho voltado para cada um desses garotos e garotas contribui para esse alto número.

Formado em Ciência da Computação, Lucas Lopes Amaral conheceu a Comunidade Católica Shalom com 14 anos, quando morava no Macapá, Capital do Amapá. "A capacidade de comunicação foi o que mais me chamou atenção. A comunidade me inseriu na igreja e na alegria do evangelho".

Durante todos esses anos, dentro do grupo religioso, ele pôde fazer um grande número de amizades e também conhecer a sua namorada. "Conheci pessoas sensacionais. Hoje tenho amigos em vários países", disse.

Neste ano, ele retornou de missão de dois anos da Jornada Mundial da Juventude, ao ser voluntário e missionário. "Foi uma experiência significante".

A educadora física Ana Carolina Reis se encantou pelo Shalom devido à recepção que teve em seu primeiro contato com a comunidade. "Por conta da música ser cantada, qualquer fiel fica animado. Além disso, é muito bom a forma simples como o padre fala da palavra de Deus".

Ela começou mesmo a frequentar após participar do Acamps, o acampamento para jovens do Shalom. Agora, ela também participa de grupos de oração e dos retiros. "Durante esse tempo que estou participando do Shalom fiz muitas amizades. Agradeço a Deus por isso".

Abertura

O fundador da Comunidade Mariana Boa Semente, Antônio Pádua Costa de Almeida, relatou que 90% do grupo é composto por jovens. "Esse grande número se deve à abertura que damos a eles. As músicas, a maneira de conduzir as orações, artes e dança. Dessa forma, na igreja eles encontram algo sólido".

Para o padre Antonio Furtado, que participa da Comunidade Shalom há 25 anos, os jovens são uma novidade para a igreja. Não se esperava a participação deles devido à tecnologia. Com esse envolvimento dos mais novos, o padre lembra que o número de vocações para o sacerdócio tem crescido, pois os garotos estão entrando nos seminários.

Projetos levam ajuda ao próximo

Além de evangelizar as comunidades católica do Estado, as comunidades católicas também procuram ajudar ao próximo quando realizam atividades de promoção humana. Dependentes químicos, crianças carentes e pessoas em situação de rua são alguns dos que recebem a ajuda dos grupos.

No Shalom, em várias das suas sedes no Brasil, ao todo, são seis instituições que atuam no tratamento de pessoas com dependência química, no Projeto Volta Israel; nove que acolhem e evangelizam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, no projeto José do Egito; e quatro que prestam assistência a moradores de rua, em albergues e abrigos, no projeto Jesus Meu Abrigo.

Os projetos de promoção humana da Comunidade Recado levam artes para crianças carentes e ajudam as famílias das mesmas nas questões sociais. Neste ano, deve iniciar um projeto onde vão iniciar os jovens a tocar instrumentos.

Devido à estiagem que atinge o sertão cearense, a Comunidade Um Novo Caminho leva água e cestas básicas para 200 famílias que moram em comunidades em Canindé.

Já a Comunidade Mariana Boa Semente realiza o projeto "São Vicente", que atende famílias carentes nos municípios onde eles atuam. Além disso, também são distribuídos medicamentos, alimentos e são realizados sopões.

A Comunidade Anuncia-me também realiza o acolhimento de crianças que estão vivendo em situação de rua e até mesmo de algumas que são órfãs.

A Comunidade Face de Cristo, por exemplo, realiza o acolhimento de crianças e adolescentes em situação de rua. Além de também realizar o sopão para os mais necessitados.

11 de fev. de 2014

Via Twitter, Francisco pede orações por Bento XVI

Via Twitter, Francisco pede orações por Bento XVI






















Um ano após a renúncia de seu predecessor, Francisco pede que fiéis rezem pelo Papa Emérito, homem de “coragem e humildade”

No dia em que se recorda a renúncia de Bento XVI, o Papa Francisco pediu orações por seu predecessor. “Hoje, convido-vos a rezar juntos comigo por Sua Santidade Bento XVI, um homem de grande coragem e humildade”, escreveu Francisco em sua conta no Twitter.

Há exatamente um ano, a Igreja e o mundo presenciavam um fato histórico: a renúncia de um Papa. Em 11 de fevereiro de 2013, Bento XVI anunciava o fim de seu ministério petrino.


“Depois de ter examinado, repetidamente, a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino”, disse Bento XVI explicando o motivo de sua decisão.

Fonte: Canção Nova

10 de fev. de 2014

Missa de encerramento do Retiro dos Seminaristas do Propedêutico 2014


























O Retiro dos 19 Seminaristas do Propedêutico, iniciou no dia 07 de fevereiro de 2014 e encerrou-se com a Santa Missa no dia 09, domingo, presidida pelo Pe. Anderson Marçal, Reitor do Seminário Maior da Canção Nova que foi o pregador do retiro dos seminaristas.

Caríssimo Pe. Anderson, CN

Durante esses dias estivemos reunidos e pudemos partilhar da vida e do espírito que nos une como pessoas, como cristãos, como homens que estão em busca de ser verdadeiros amigos de Deus.

Seu testemunho de vida, para quem conhece, é palavra de Deus para os dias de hoje, em que tantos jovens tem se entregado de modo doentio a esse mundo e às suas seduções. Sim, palavra de Deus encarnada na vida por que, quando ouvimos aquela voz que não sabemos de onde veio, mas que nos falou aos ouvidos do coração, e resolvemos dar uma chance a essa voz, nossa vida muda.

Pe. Anderson, podemos e queremos dizer a Deus um muito obrigado pela sua vida, pelo seu ministério. Contudo, podemos e queremos dizer também um muito obrigado ao senhor, Padre, por que ao ouvir uma palavra diferente daquela que estava vivendo o senhor deixou-se guiar e iniciar um processo de conversão; quando Deus encontra corações dispostos ele se agarra a esses corações e usa-os como meio de atração de muitas outras almas para Ele.

Lembro as palavras de São João Maria Vianney, quando fala da salvação: “Como é belo, como é grande conhecer, amar e servir a Deus! Só isto temos que fazer neste mundo. Tudo o que fizermos fora disso é tempo perdido”. Quem entra pelo caminho de conversão verdadeira pensa e age assim.

Queridos seminaristas, espero que tenham aproveitado o máximo do que lhes foi transmitido nesses dias. Queremos o melhor para vocês, para suas vidas e para o discernimento de suas vocações. Que, de verdade, vocês queiram ser amigos de Deus. Agora, vocês já sabem que para ser amigo de Deus é preciso ser amigo de si mesmo e ser amigos das pessoas. Deixem-se modelar pelo oleiro que é, também, seu melhor e maior Amigo.

A palavra de Deus dessa missa falava de ser sal da terra e luz do mundo. Espero em Deus que vocês sejam luzeiros pelos quais passa a luz verdadeira, Jesus Cristo. Que as pessoas vejam em vocês e vejam em nós, o reflexo da face de Cristo – luz do mundo! Sejam transparência de Cristo, deem sabor às realidades em que vocês se encontrarem, especialmente nessa casa. Viver com sabor, com gosto, o caminho da vocação faz com que o mundo acredite que seguir ao Senhor é caminho de felicidade e de realização.

Outra palavra do Cura d’Ars, que pode ser associada ao luz do mundo e sal da terra, por que tem a ver com a vida de santidade: “Os santos nem todos começaram bem, mas todos acabaram bem. Nós começamos mal, pois acabemos bem, e nos iremos juntar a eles no Céu”. Santos e luzes, que daqui e depois do Céu, iluminam a terra.

Fortaleza, 09 de fevereiro de 2014


Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor do Seminário Propedêutico.

6 de fev. de 2014

1° Despertar Vocacional Sacerdotal


1° Despertar Vocacional Sacerdotal

Dia: 16/02/2014
Local: Comunidade Católica Face de Cristo
Horário: 8h ás 18h
Valor: 30,00
Mais informações: (85) 3258-1188

Participação de: 
Padre Rafhael - Pastoral Vocacional
Aluízio Nóbrega - Fundador da Comunidade Face de Cristo

"Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas." (Jo 21,17b)


Realização: Comunidade Face de Cristo e Pastoral Vocacional de Fortaleza

5 de fev. de 2014

Seminário Propedêutico, acolhe dom Armando bispo de Bacabal - MA.

Seminário Propedêutico, acolhe do Armando bispo de Bacabal - MA.

Na terça-feira,o4, pela manhã, o Seminário Propedêutico, acolhe Dom Armando Martín Gutierrez, Bispo da diocese de Bacabal - Maranhão, que está de viajem para Canindé com mais dois padres da mesma diocese, o pe. Lauro e o pe. Airton que o acompanham. Na mesma Terça-feira dom Armando celebrou na Paróquia Coração Imaculado de Maria, ao lado do seminário propedêutico e concelebrando pe. Roberto Vice-Reitor do seminário, junto com os padres que estavam com o bispo.

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014

MENSAGEM
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2014
Terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Fez-Se pobre, para nos enriquecer com a sua pobreza (cf. 2 Cor 8,9)

Queridos irmãos e irmãs!

Por ocasião da Quaresma, ofereço-vos algumas reflexões com a esperança de que possam servir para o caminho pessoal e comunitário de conversão. Como motivo inspirador tomei a seguinte frase de São Paulo: « Conheceis bem a bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por vós, para vos enriquecer com a sua pobreza » (2 Cor 8,9). O Apóstolo escreve aos cristãos de Corinto encorajando-os a serem generosos na ajuda aos fiéis de Jerusalém que passam necessidade. A nós, cristãos de hoje, que nos dizem estas palavras de São Paulo? Que nos diz, hoje, a nós, o convite à pobreza, a uma vida pobre em sentido evangélico?

1. A graça de Cristo

Tais palavras dizem-nos, antes de mais nada, qual é o estilo de Deus. Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: « sendo rico, Se fez pobre por vós ». Cristo, o Filho eterno de Deus, igual ao Pai em poder e glória, fez-Se pobre; desceu ao nosso meio, aproximou-Se de cada um de nós; despojou-Se, « esvaziou-Se », para Se tornar em tudo semelhante a nós (cf. Fil 2,7; Heb 4,15). A encarnação de Deus é um grande mistério. Mas, a razão de tudo isso é o amor divino: um amor que é graça, generosidade, desejo de proximidade, não hesitando em doar-Se e sacrificar-Se pelas suas amadas criaturas. A caridade, o amor é partilhar, em tudo, a sorte do amado. O amor torna semelhante, cria igualdade, abate os muros e as distâncias. Foi o que Deus fez connosco. Na realidade, Jesus « trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-Se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, excepto no pecado » (ConC. ECum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, 22).

A finalidade de Jesus Se fazer pobre não foi a pobreza em si mesma, mas – como diz São Paulo – « para vos enriquecer com a sua pobreza ». Não se trata dum jogo de palavras, duma frase sensacional. Pelo contrário, é uma síntese da lógica de Deus: a lógica do amor, a lógica da Encarnação e da Cruz. Deus não fez cair do alto a salvação sobre nós, como a esmola de quem dá parte do próprio supérfluo com piedade filantrópica. Não é assim o amor de Cristo! Quando Jesus desce às águas do Jordão e pede a João Baptista para O baptizar, não o faz porque tem necessidade de penitência, de conversão; mas fá-lo para se colocar no meio do povo necessitado de perdão, no meio de nós pecadores, e carregar sobre Si o peso dos nossos pecados. Este foi o caminho que Ele escolheu para nos consolar, salvar, libertar da nossa miséria. Faz impressão ouvir o Apóstolo dizer que fomos libertados, não por meio da riqueza de Cristo, mas por meio da sua pobreza. E todavia São Paulo conhece bem a « insondável riqueza de Cristo » (Ef 3,8), « herdeiro de todas as coisas » (Heb 1,2).

Em que consiste então esta pobreza com a qual Jesus nos liberta e torna ricos? É precisamente o seu modo de nos amar, o seu aproximar-Se de nós como fez o Bom Samaritano com o homem abandonado meio morto na berma da estrada (cf. Lc 10,25-37). Aquilo que nos dá verdadeira liberdade, verdadeira salvação e verdadeira felicidade é o seu amor de compaixão, de ternura e de partilha. A pobreza de Cristo, que nos enriquece, é Ele fazer-Se carne, tomar sobre Si as nossas fraquezas, os nossos pecados, comunicando-nos a misericórdia infinita de Deus. A pobreza de Cristo é a maior riqueza: Jesus é rico de confiança ilimitada em Deus Pai, confiando-Se a Ele em todo o momento, procurando sempre e apenas a sua vontade e a sua glória. É rico como o é uma criança que se sente amada e ama os seus pais, não duvidando um momento sequer do seu amor e da sua ternura. A riqueza de Jesus é Ele ser o Filho: a sua relação única com o Pai é a prerrogativa soberana deste Messias pobre. Quando Jesus nos convida a tomar sobre nós o seu « jugo suave » (cf. Mt 11,30), convida-nos a enriquecer-nos com esta sua « rica pobreza » e « pobre riqueza », a partilhar com Ele o seu Espírito filial e fraterno, a tornar-nos filhos no Filho, irmãos no Irmão Primogénito (cf. Rm 8,29).

Foi dito que a única verdadeira tristeza é não ser santos (Léon Bloy); poder-se-ia dizer também que só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.

2. O nosso testemunho

Poderíamos pensar que este « caminho » da pobreza fora o de Jesus, mas não o nosso: nós, que viemos depois d’Ele, podemos salvar o mundo com meios humanos adequados. Isto não é verdade. Em cada época e lugar, Deus continua a salvar os homens e o mundo por meio da pobreza de Cristo, que Se faz pobre nos Sacramentos, na Palavra e na sua Igreja, que é um povo de pobres. A riqueza de Deus não pode passar através da nossa riqueza, mas sempre e apenas através da nossa pobreza, pessoal e comunitária, animada pelo Espírito de Cristo.

À imitação do nosso Mestre, nós, cristãos, somos chamados a ver as misérias dos irmãos, a tocá-las, a ocupar-nos delas e a trabalhar concretamente para as aliviar. A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança. Podemos distinguir três tipos de miséria: a miséria material, a miséria moral e a miséria espiritual. A miséria material é a que habitualmente designamos por pobreza e atinge todos aqueles que vivem numa condição indigna da pessoa humana: privados dos direitos fundamentais e dos bens de primeira necessidade como o alimento, a água, as condições higiénicas, o trabalho, a possibilidade de progresso e de crescimento cultural. Perante esta miséria, a Igreja oferece o seu serviço, a sua diakonia, para ir ao encontro das necessidades e curar estas chagas que deturpam o rosto da humanidade. Nos pobres e nos últimos, vemos o rosto de Cristo; amando e ajudando os pobres, amamos e servimos Cristo. O nosso compromisso orienta-se também para fazer com que cessem no mundo as violações da dignidade humana, as discriminações e os abusos, que, em muitos casos, estão na origem da miséria. Quando o poder, o luxo e o dinheiro se tornam ídolos, acabam por se antepor à exigência duma distribuição equitativa das riquezas. Portanto, é necessário que as consciências se convertam à justiça, à igualdade, à sobriedade e à partilha.

Não menos preocupante é a miséria moral, que consiste em tornar-se escravo do vício e do pecado. Quantas famílias vivem na angústia, porque algum dos seus membros – frequentemente jovem – se deixou subjugar pelo álcool, pela droga, pelo jogo, pela pornografia! Quantas pessoas perderam o sentido da vida; sem perspectivas de futuro, perderam a esperança! E quantas pessoas se vêem constrangidas a tal miséria por condições sociais injustas, por falta de trabalho que as priva da dignidade de poderem trazer o pão para casa, por falta de igualdade nos direitos à educação e à saúde. Nestes casos, a miséria moral pode-se justamente chamar um suicídio incipiente. Esta forma de miséria, que é causa também de ruína económica, anda sempre associada com a miséria espiritual, que nos atinge quando nos afastamos de Deus e recusamos o seu amor. Se julgamos não ter necessidade de Deus, que em Cristo nos dá a mão, porque nos consideramos auto-suficientes, vamos a caminho da falência. O único que verdadeiramente salva e liberta é Deus.

O Evangelho é o verdadeiro antídoto contra a miséria espiritual: o cristão é chamado a levar a todo o ambiente o anúncio libertador de que existe o perdão do mal cometido, de que Deus é maior que o nosso pecado e nos ama gratuitamente e sempre, e de que estamos feitos para a comunhão e a vida eterna. O Senhor convida-nos a sermos jubilosos anunciadores desta mensagem de misericórdia e esperança. É bom experimentar a alegria de difundir esta boa nova, partilhar o tesouro que nos foi confiado para consolar os corações dilacerados e dar esperança a tantos irmãos e irmãs imersos na escuridão. Trata-se de seguir e imitar Jesus, que foi ao encontro dos pobres e dos pecadores como o pastor à procura da ovelha perdida, e fê-lo cheio de amor. Unidos a Ele, podemos corajosamente abrir novas vias de evangelização e promoção humana.

Queridos irmãos e irmãs, possa este tempo de Quaresma encontrar a Igreja inteira pronta e solícita para testemunhar, a quantos vivem na miséria material, moral e espiritual, a mensagem evangélica, que se resume no anúncio do amor do Pai misericordioso, pronto a abraçar em Cristo toda a pessoa. E poderemos fazê-lo na medida em que estivermos configurados com Cristo, que Se fez pobre e nos enriqueceu com a sua pobreza. A Quaresma é um tempo propício para o despojamento; e far-nos-á bem questionar-nos acerca do que nos podemos privar a fim de ajudar e enriquecer a outros com a nossa pobreza. Não esqueçamos que a verdadeira pobreza dói: não seria válido um despojamento sem esta dimensão penitencial. Desconfio da esmola que não custa nem dói.

Pedimos a graça do Espírito Santo que nos permita ser « tidos por pobres, nós que enriquecemos a muitos; por nada tendo e, no entanto, tudo possuindo » (2 Cor 6,10). Que Ele sustente estes nossos propósitos e reforce em nós a atenção e solicitude pela miséria humana, para nos tornarmos misericordiosos e agentes de misericórdia. Com estes votos, asseguro a minha oração para que cada crente e cada comunidade eclesial percorra frutuosamente o itinerário quaresmal, e peço-vos que rezeis por mim. Que o Senhor vos abençoe e Nossa Senhora vos guarde!

Vaticano, 26 de Dezembro de 2013

Festa de Santo Estêvão, diácono e protomártir

FRANCISCUS

Fonte: Canção Nova

4 de fev. de 2014

1º Cenáculo do ano com os Seminaristas do Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza.

1º Cenáculo do ano com os Seminaristas do Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza.

























03 de fevereiro de 2014 - 1º Cenáculo do ano com os Seminaristas do Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza. Aconteceu nessa segunda-feira, como parte da programação mariana de oração do seminário pra cada segunda-feira, o Cenáculo do Movimento Sacerdotal Mariano com a participação dos 19 seminaristas, o reitor Pe. Rafhael Maciel e dois sacerdotes visitantes da diocese de Bacabal - MA. Mensagem partilhada no Cenáculo: Sereis sacerdotes fiéis - 16 de abril de 1992 "[...] Peço-vos que vos consagreis ao meu Coração Imaculado, que entreis no meu celeste jardim, para que Eu vos possa formar, a fim de serdes hoje Sacerdotes fiéis, os novos Joões que nunca, nem sequer por um instante, abandonam o meu Filho Jesus. [...]"

NOSSA SENHORA pede que façamos os Cenáculos, pois, através do Ato de Consagração, feito no final, entramos dentro do seu Coração Imaculado, para lá nos prepararmos,em oração, para recebermos o Espírito Santo.

1º Cenáculo do ano com os Seminaristas do Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza.

3 de fev. de 2014

Missa de abertura do ano letivo - Seminário Propedêutico de Fortaleza

Missa de abertura do ano letivo - Seminário Propedêutico de Fortaleza


























No último sábado passado,01, tivemos a missa de abertura do ano letivo no seminário propedêutico - Dom Aloísio Lorscheider. A santa missa foi presidida pelo nosso Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques e concelebrada pelo Pe. Rafhael Silva Maciel, reitor do seminário propedêutico e Pe. Roberto, vice reitor. O Seminário Propedêutico neste ano de 2014 é composto por 19 seminaristas.

A liberdade é o maior presente dado por Deus; ela é um instrumento valioso que nos possibilita trabalhar segundo a sua vontade; e sem ela, jamais poderemos construir nossas vidas e alcançar a felicidade plena.

Essa mesma liberdade, que nos torna pessoas constituídas à imagem divina, nos trouxe a esta casa, que para nós tornar-se-á a Escola do Evangelho e do serviço aos irmãos.

Nesta noite, queremos agradecer a todas as pessoas que direta ou indiretamente contribuíram para que hoje estivéssemos aqui, por isso, queremos saudar nossos familiares, nossos amigos de caminhada paroquial e, sobretudo os nossos párocos, que como zelosos pastores e verdadeiros pais, nos auxiliaram para que pudéssemos dar os primeiros passos, neste longo caminho de discernimento vocacional.

Meus irmãos seminaristas! Ou acreditamos e orientamos nossa vida segundo a vontade de Deus, ou não aceitamos e conduzimos nossa vida por outros caminhos. Lembremo-nos das sábias palavras de nosso Arcebispo, quando de nosso estágio, nos apresentava a humildade e a obediência como o caminho mais seguro para se chegar ao sacerdócio.

“(...) se entrares para o serviço de Deus, permanece firme (...) e prepara a tua alma para a provação (...) nas vicissitudes que te humilharem, sê paciente, pois o ouro se prova no fogo, e os eleitos pelo caminho da humilhação”. (Eclo, 2)

Que este caminho o qual estamos a percorrer, configure ainda mais nossos corações com o Cristo, tornando assim sua morada, e que todos os homens possam encontrá-lo e se deixem iluminar por Ele, observando como Ele vive em nós, segundo nosso testemunho e doação!

Fique ligado - Jubileu 16