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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

14 de jun. de 2014

Papa divulga mensagem para o Dia Mundial das Missões 2014

Na mensagem, o Papa Francisco refletiu sobre um trecho do Evangelho de Lucas para explicar alegria de Jesus e dos discípulos missionários

Da redação, com Boletim da Santa Sé

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou neste sábado, 14, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2014. A data será celebrada no dia 19 de Outubro.

Na mensagem o Santo Padre afirma que, ainda hoje, há muitas pessoas que não conhecem Jesus Cristo. Por isso, segundo o Pontífice, a missão ad gentes faz-se tão urgente.

Francisco destaca alguns aspectos do Evangelho de São Lucas, capítulo 10, versículos de 21 a 23, para explicar sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários.

















Leia a mensagem na íntegra:

“Queridos irmãos e irmãs!

Ainda hoje há tanta gente que não conhece Jesus Cristo. Por isso, continua a revestir-se de grande urgência a missão ad gentes, na qual são chamados a participar todos os membros da Igreja, pois esta é, por sua natureza, missionária: a Igreja nasceu «em saída».

O Dia Mundial das Missões é um momento privilegiado para os fiéis dos vários Continentes se empenharem, com a oração e gestos concretos de solidariedade, no apoio às Igrejas jovens dos territórios de missão.

Trata-se de uma ocorrência permeada de graça e alegria: de graça, porque o Espírito Santo, enviado pelo Pai, dá sabedoria e fortaleza a quantos são dóceis à sua ação; de alegria, porque Jesus Cristo, Filho do Pai, enviado a evangelizar o mundo, sustenta e acompanha a nossa obra missionária. E, justamente sobre a alegria de Jesus e dos discípulos missionários, quero propor um ícone bíblico que encontramos no Evangelho de Lucas (cf. 10, 21-23).

1. Narra o evangelista que o Senhor enviou, dois a dois, os setenta e dois discípulos a anunciar, nas cidades e aldeias, que o Reino de Deus estava próximo, preparando assim as pessoas para o encontro com Jesus. Cumprida esta missão de anúncio, os discípulos regressaram cheios de alegria: a alegria é um traço dominante desta primeira e inesquecível experiência missionária.

O Mestre divino disse-lhes: «Não vos alegreis, porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no Céu. Nesse mesmo instante, Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo e disse: “Bendigo-te, ó Pai (…)”. Voltando-se, depois, para os discípulos, disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que vêem o que estais a ver”» (Lc 10, 20-21.23).

As cenas apresentadas por Lucas são três: primeiro, Jesus falou aos discípulos, depois dirigiu-Se ao Pai, para voltar de novo a falar com eles. Jesus quer tornar os discípulos participantes da sua alegria, que era diferente e superior àquela que tinham acabado de experimentar.

2. Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20).

Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O.

Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra, que escondeu estas coisas aos sábios e aos inteligentes e as revelou aos pequeninos (cf. Lc 10, 21).

Deus escondeu e revelou, mas, nesta oração de louvor, é sobretudo a revelação que se põe em realce. Que foi que Deus revelou e escondeu? Os mistérios do seu Reino, a consolidação da soberania divina de Jesus e a vitória sobre satanás.

Deus escondeu tudo isto àqueles que se sentem demasiado cheios de si e pretendem saber já tudo. De certo modo, estão cegos pela própria presunção e não deixam espaço a Deus.

Pode-se facilmente pensar em alguns contemporâneos de Jesus que Ele várias vezes advertiu, mas trata-se de um perigo que perdura sempre e tem a ver connosco também. Ao passo que os «pequeninos» são os humildes, os simples, os pobres, os marginalizados, os que não têm voz, os cansados e oprimidos, que Jesus declarou «felizes». Pode-se facilmente pensar em Maria, em José, nos pescadores da Galileia e nos discípulos chamados ao longo da estrada durante a sua pregação.

3. «Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado» (Lc 10, 21). Esta frase de Jesus deve ser entendida como referida à sua exultação interior, querendo «o teu agrado» significar o plano salvífico e benevolente do Pai para com os homens.

No contexto desta bondade divina, Jesus exultou, porque o Pai decidiu amar os homens com o mesmo amor que tem pelo Filho. Além disso, Lucas faz-nos pensar numa exultação idêntica: a de Maria. «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador» (Lc 1, 46-47).

Estamos perante a boa Notícia que conduz à salvação. Levando no seu ventre Jesus, o Evangelizador por excelência, Maria encontrou Isabel e exultou de alegria no Espírito Santo, cantando o Magnificat.

Jesus, ao ver o bom êxito da missão dos seus discípulos e, consequentemente, a sua alegria, exultou no Espírito Santo e dirigiu-Se a seu Pai em oração. Em ambos os casos, trata-se de uma alegria pela salvação em ato, porque o amor com que o Pai ama o Filho chega até nós e, por obra do Espírito Santo, envolve-nos e faz-nos entrar na vida trinitária.

O Pai é a fonte da alegria. O Filho é a sua manifestação, e o Espírito Santo o animador. Imediatamente depois de ter louvado o Pai – como diz o evangelista Mateus – Jesus convida-nos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 28-30).

«A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 1).

De tal encontro com Jesus, a Virgem Maria teve uma experiência totalmente singular e tornou-se «causa nostrae laetitiae». Os discípulos, por sua vez, receberam a chamada para estar com Jesus e ser enviados por Ele a evangelizar (cf. Mc 3, 14), e, feito isso, sentem-se repletos de alegria. Porque não entramos também nós nesta torrente de alegria?

4. «O grande risco do mundo actual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 2). Por isso, a humanidade tem grande necessidade de dessedentar-se na salvação trazida por Cristo.

Os discípulos são aqueles que se deixam conquistar mais e mais pelo amor de Jesus e marcar pelo fogo da paixão pelo Reino de Deus, para serem portadores da alegria do Evangelho. Todos os discípulos do Senhor são chamados a alimentar a alegria da evangelização.

Os bispos, como primeiros responsáveis do anúncio, têm o dever de incentivar a unidade da Igreja local à volta do compromisso missionário, tendo em conta que a alegria de comunicar Jesus Cristo se exprime tanto na preocupação de O anunciar nos lugares mais remotos como na saída constante para as periferias de seu próprio território, onde há mais gente pobre à espera.

Em muitas regiões, escasseiam as vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Com frequência, isso fica-se a dever à falta de um fervor apostólico contagioso nas comunidades, o que faz com as mesmas sejam pobres de entusiasmo e não suscitem fascínio.

A alegria do Evangelho brota do encontro com Cristo e da partilha com os pobres. Por isso, encorajo as comunidades paroquiais, as associações e os grupos a viverem uma intensa vida fraterna, fundada no amor a Jesus e atenta às necessidades dos mais carecidos.

Onde há alegria, fervor, ânsia de levar Cristo aos outros, surgem vocações genuínas, nomeadamente as vocações laicais à missão. Na realidade, aumentou a consciência da identidade e missão dos fiéis leigos na Igreja, bem como a noção de que eles são chamados a assumir um papel cada vez mais relevante na difusão do Evangelho. Por isso, é importante uma adequada formação deles, tendo em vista uma acção apostólica eficaz.

5. «Deus ama quem dá com alegria» (2 Cor 9, 7). O Dia Mundial das Missões é também um momento propício para reavivar o desejo e o dever moral de participar jubilosamente na missão ad gentes. A contribuição monetária pessoal é sinal de uma oblação de si mesmo, primeiramente ao Senhor e depois aos irmãos, para que a própria oferta material se torne instrumento de evangelização de uma humanidade edificada no amor.

Queridos irmãos e irmãs, neste Dia Mundial das Missões, dirijo o meu pensamento a todas as Igrejas locais: Não nos deixemos roubar a alegria da evangelização! Convido-vos a mergulhar na alegria do Evangelho e a alimentar um amor capaz de iluminar a vossa vocação e missão.

Exorto-vos a recordar, numa espécie de peregrinação interior, aquele «primeiro amor» com que o Senhor Jesus Cristo incendiou o coração de cada um; recordá-lo, não por um sentimento de nostalgia, mas para perseverar na alegria. O discípulo do Senhor persevera na alegria, quando está com Ele, quando faz a sua vontade, quando partilha a fé, a esperança e a caridade evangélica.

A Maria, modelo de uma evangelização humilde e jubilosa, elevemos a nossa oração, para que a Igreja se torne uma casa para muitos, uma mãe para todos os povos e possibilite o nascimento de um mundo novo”.

Vaticano, 8 de Junho – Solenidade de Pentecostes – de 2014.
Papa Francesco

Fonte: Canção Nova

12 de jun. de 2014

Renascem Ceará: Mensagem da Coordenadora Nacional da RCC Kátia Zavaris



Renascem Ceará: Amigos seminaristas, que compartilham a espiritualidade da RCC em Fortaleza e no Ceará, segue abaixo uma pequena vídeo mensagem da Coordenadora Nacional da RCC, a Sr. Kátia Zavaris, convidando os seminaristas de Fortaleza e das outras Dioceses do Ceará a se fazerem presentes ao encontro da Secretaria Renascem estadual - Ceará, que acontecerá dias 23 e 24 de junho, no Seminário de Filosofia de Fortaleza.

Veja a mensagem da Coordenadora Nacional da RCC:

           




Papa envia mensagem sobre a Copa do Mundo aos brasileiros

“Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana”, disse o papa Francisco em mensagem aos brasileiros por ocasião da Copa do Mundo 2014 que tem início hoje, 12.

O papa afirmou ser preciso superar o racismo e que o futebol deve ser uma escola de construção para uma cultura do encontro, que permita a paz e a harmonia entre as pessoas. Disse, ainda, que “’para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo”.

No vídeo mensagem, Francisco chamou a atenção para que a grande festa do esporte seja motivo de “solidariedade” e “respeito” entre os povos.

Em outro trecho, o papa afirmou esperar que a Copa seja, além do esporte, festa de “solidariedade” entre os povos. “O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna”, destacou Francisco

Ao final da mensagem, o papa convidou a todos para a promoção da paz no esporte. Lembrando que “o segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida”.

O jogo de abertura da Copa do Mundo 2014 será entre Brasil e Croácia, na cidade São Paulo. Ao todo, 32 seleções disputarão 64 jogos. A partida final está marcada para 13 de julho, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Confira a íntegra do texto:

Queridos amigos,
É com grande alegria que me dirijo a vocês todos, amantes do futebol, por ocasião da abertura da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de compreensão, de enriquecimento humano recíproco. O esporte não é somente uma forma de entretenimento, mas também – e eu diria sobretudo – um instrumento para comunicar valores que promovem o bem da pessoa humana e ajudam na construção de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Se, para uma pessoa melhorar, é preciso um “treino” grande e continuado, quanto mais esforço deverá ser investido para alcançar o encontro e a paz entre os indivíduos e entre os povos “melhorados”! É preciso “treinar” tanto…

O futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma “cultura do encontro”, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E aqui vem em nossa ajuda uma segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o “fair play” do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no futebol que ser “fominha” constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos “fominhas” na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada.

A última lição do esporte proveitosa para a paz é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida!

9 de jun. de 2014

II Despertar Vocacional em Pacajus - Região São Pedro e São Paulo



























Neste domingo, 08 de junho, na Solenidade de Pentecostes; foi realizado em Pacajus cidade Metropolitana de Fortaleza, o II Despertar Vocacional; organizado pela Pastoral Vocacional de Fortaleza. O evento foi dirigido pelo Pe. Alexandre Andrade, vigário paroquial de Pindoretama, ele que cuida das vocações na Região e uma equipe de apoio para o evento.

O Despertar Vocacional contou ainda, com a presença de várias expressões de carismas que contém a nossa Arquidiocese de Fortaleza, dentre eles: o Instituto Hesed, Frades Capuchinhos, Irmãs de Santa Elisabete, Padre Diocesano (pároco da cidade de Pacajus Pe. Adair), Seminaristas Diocesanos, Comunidade Católica Shalom de Pacajus e etc. O Evento teve como tema: Vocações, testemunho da verdade. O Senhor ainda continua chamando moças e rapazes de corações disponíveis, para o seu projeto de amor e felicidade, nisto, precisa-se despertar nos jovens essa busca pela sua vocação, esse encontro pessoal com Jesus que nos faz escutar um chamado e a ele darmos uma resposta.

Tivemos também algumas apresentações artísticas feitas pelas Congregações Religiosas, Comunidade Shalom e a Companhia de Teatro Espetacularte de Pacajus. Tivemos pregação sobre vocação. Durante o evento, tivemos a presença de Jesus Eucarístico no Santíssimo Sacramento do Altar. A experiência com Jesus, nos faz abrir o coração e os olhos para uma nova realidade de vida. É no encontro pessoal com Jesus que sentimos o ecoar de sua voz em nosso coração e, é neste mesmo encontro pessoal e diário que também discernimos a nossa vocação e nela perseveramos.

Por fim, tivemos o quis vocacional, era um momento para que os jovens: moças e rapaz pudessem fazer algumas perguntas sobre as diversas vocações e carismas que estavam presente; depois tivemos a Santa Missa presidida pelo vigário paroquial de Pindoretama, Pe. Alexandre Andrade.

Veja algumas fotos do evento clicando aqui.

Por Equipe de Pastoral Vocacional de Fortaleza

7 de jun. de 2014

Encontro do Arcebispo de Fortaleza com os seminaristas

Nesta manhã de sábado, dia 7 de junho de 2014, o Arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, esteve com os seminaristas da Arquidiocese no Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider. 

O Arcebispo nos fez meditar as palavras do Papa Francisco dirigidas aos seminaristas e sacerdotes do Pontifício Colégio Leonino de Anagni, no dia 14 de Abril de 2014 na Sala Clementina no Vaticano.

O Papa Francisco falou aos seminaristas dizendo: "vós não vos preparais para desempenhar uma profissão, para ser funcionários de uma empresa ou de um organismo burocrático."

Nos dizia dom José: "Eu te absorvo de teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; eu faço isso em nome de Jesus. Isso é ser padre! Este é meu Corpo e meu Sangue que é dado a vocês; eu faço isso em nome de Jesus. Isso é ser padre! Eu prego o evangelho, aconselho, oriento; eu faço isso em nome de Jesus. Isso é ser padre!

No final do encontro, o Arcebispo nos pediu para fazermos algumas perguntas à respeito do que a Igreja espera de nós seminaristas. É uma alegria ter sempre a presença do nosso Pastor junto com todas as casas de formação. 

Por Equipe de Pastoral Vocacional de Fortaleza


  

6 de jun. de 2014

Editorial – junho 2014 - Palavra do Pastor: “Copa do Mundo – Dignidade – Paz”

Queremos abrir espaço em nosso editorial mensal para um assunto que é polarizador completo nestes meses de junho e julho da atenção de todos: A Copa do mundo de futebol que estará acontecendo entre nós.

E com toda a Igreja no Brasil lembramos: “Direito humano de especial valor, o esporte é necessário a uma vida saudável e não deve ser negligenciado por nenhum povo. De todos os esportes, o brasileiro nutre reconhecida paixão pelo futebol. Explicam-se assim, a expectativa e a alegria com que a maioria dos brasileiros aguarda a Copa do Mundo que será realizada em nosso país, pela segunda vez.

Fiel à sua missão evangelizadora, a Igreja no Brasil acompanha, com presença amorosa, materna e solidária, esse grande evento que reunirá vários países e protagonizará a oportunidade de um congraçamento universal, “na alegria que o esporte pode trazer ao espírito humano, bem como os valores mais profundos que é capaz de nutrir”, como nos lembra o Papa Francisco.

O sucesso da Copa do Mundo não se medirá pelos valores que injetará na economia local ou pelos lucros que proporcionará aos seus patrocinadores. Seu êxito estará na garantia de segurança para todos sem o uso da violência, no respeito aos direitos às pacíficas manifestações de rua, na criação de mecanismos que impeçam o trabalho escravo, o tráfico humano e a exploração sexual, sobretudo, de pessoas socialmente vulneráveis e combatam eficazmente o racismo e a violência. (cf. Mensagem da CNBB sobre a Copa do Mundo”

Assim: como Igreja nos comprometemos a: acompanhar torcedores e jogadores nas suas demandas por momentos de espiritualidade e encontro com Deus, bem como ser presença orante durante toda a Copa; acompanhar as populações vulneráveis, especialmente aquelas em situação de rua, para que não sejam retiradas dos logradouros públicos durante a copa e depois devolvidas às ruas, como objetos que atrapalham a realização do evento; participar dos esforços por conscientização dos que nos visitam, para que não pratiquem o turismo sexual mas sejam presença que valorize a dignidade humana e a confraternização universal.

Confraternização universal – esta será a melhor marca, o melhor testemunho, o valor alto para o bem comum como fruto de um evento que movimenta o mundo inteiro.

Que fruto desta confraternização sejam melhores condições de vida e convivência humana em nossa pátria e no mundo todo, na construção de uma verdadeira Civilização do encontro, como nos concita o Papa Francisco que reuniu, ele mesmo, multidões de jovens na grande confraternização, que foi precursora da Copa do Mundo, na JMJ Rio 2013.

Que beleza o testemunho de um mundo fraterno e em paz, congraçado com o bem e expressão de um mundo novo que é possível!

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo de Fortaleza

2 de jun. de 2014

II Despertar Vocacional da Região São Pedro e São Paulo em Pacajus


Neste próximo domingo, dia 8 de junho, acontecerá em Pacajus o segundo Despertar Vocacional da Região São Pedro e São Paulo, com o Tema: Vocações, testemunho da Verdade. A partir das 14h00 no Tereza Eventos, a entrada é franca. Venha você e seus amigos viver conosco essa alegria de está junto da presença de Deus e n'Ele encontrarmos a felicidade eterna. 

Muitos se questionam sobre o "sentido da vida", se questionam para quê vieram ao mundo, se têm uma vocação específica, se questionam a respeito de uma felicidade verdadeira. O II Despertar Vocacional é uma boa oportunidade para nosso coração despertar para o eterno em nossas vidas; para aquilo que não passa... O coração do ser humano tem sede do INFINITO.

Você que senti seu coração inquieto, você que deseja ser feliz para sempre, realizado; busque sua vocação, somos chamados a sermos plenamente felizes, realizados na vontade de Deus. Preencha seu coração com coisas que valem a pena, com coisas eternas. O meu e o seu coração, desejam amar e ser amado, desejam ser preenchidos com a alegria e o amor infinito. O Despertar Vocacional em Pacajus, ti proporcionará muitas alegrias, levando você a buscar ser de Deus. Amar é uma decisão nossa, que brota do coração; porque Deus nos quis assim. Queira ser feliz, busque a sua vocação. "Se sentires o chamado não o recuseis." São João Paulo II

Por Pastoral Vocacional de Fortaleza



Palavra do Pastor: “Acaso Cristo está dividido?“ (1Cor 1, 13) [Editorial - maio 2014]


























Queremos voltar a este assunto…

A última semana do Tempo Pascal, entre as solenidades da Ascensão do Senhor e Pentecostes, é marcada em todas as Igrejas no Hemisfério Sul da Terra pela Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. No Hemisfério Norte esta mesma semana se realiza no mês de janeiro de cada ano. Neste ano, entre nós, a Semana de 1º. a 7 de junho é toda dedicada a esta Oração pela Unidade dos Cristãos. Uma palavra de São Paulo motiva este ano a Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos: “Acaso Cristo está dividido?“ (1Cor 1, 13)

Poderíamos perguntar: Por que esta semana de oração pela unidade dos cristãos? A resposta nos vem não apenas de um preceito dado por Jesus, mas por um exemplo pessoal seu. Tomemos o Evangelho segundo São João no seu capítulo 17. O que aí encontramos? Uma oração de Jesus, a última no final de sua Santa Ceia de despedida dos discípulos antes da Paixão e Morte, da Ressurreição e Ascenção ao Céu, como Seu verdadeiro Testamento.

Jesus reza ao Pai pela unidade, pela comunhão de seus discípulos. E coloca como medida desta unidade, Sua própria comunhão com o Pai Celeste no Espírito Santo que lhes será dado. Jesus tinha dado o Mandamento Novo e Seu: “Isto é que vos mando: amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15,12. 17.) Já neste mandamento Jesus coloca uma medida de amor que será pedida de seus discípulos: como eu vos amei.

Agora, em sua oração voltada ao Pai, Jesus já não pede aos discípulos que obedeçam ao Seu Mandamento, mas pede ao Pai que realize a medida do Amor entre os discípulos – unidade divina.
E ainda, como Jesus tinha mostrado aos seus a condição de reconhecimento de seu discipulado, na vivência do amor na medida de Jesus (cf. Jo 13, 35), agora pede ao Pai que os una no Seu Amor, para que o mundo creia (cf. Jo 17, 21).

O amor que une os discípulos de Jesus é seu distintivo, é sua característica, é seu testemunho diante do mundo. E os cristãos estamos divididos! Poderemos nos conformar com isso?

Como Jesus rezou no momento supremo para que seus discípulos não ficassem sós, mas amparados pelo Pai e sob a ação do Espírito Santo superem todas as barreiras e divisões. Assim se manifestará plenamente a obra de Jesus, obra pela qual se doou totalmente até a última gota de sangue e de água de Seu Coração traspassado pela lança do soldado que conferia sua morte. (cf. Jo 19, 34).

Para que se realize a unidade dos cristãos em plena comunhão no Senhor, será necessário mais que os esforços humanos de superação de suas diferenças. Para que a unidade se realize será preciso que a faça acontecer o próprio Deus, encontrando corações realmente disponíveis a Ele. E quanto mais formos autênticos discípulos de Cristo, mais estaremos unidos entre nós, de união verdadeira, na mesma vida divina da qual o Senhor nos faz participar.

Por isso somos chamados a rezar pela unidade dos cristãos, semente e instrumento para a unidade de todo o gênero humano. E é esse o desejo de Deus! Rezamos para estarmos disponíveis à ação divina que nos arrebata em Seu Amor e faz de toda a humanidade Sua Família.

Neste ano, somos chamados a rezar pessoalmente, em nossas famílias e em nossas comunidades, Igrejas, com a oração do próprio Jesus (cf. Jo 17), abrindo-nos à superação de todas as divisões, em verdadeira comunhão de vida e de fé.

Rezamos sintonizados todos nesta semana, mas esta oração penetrará em nossa vida e continuará sempre a nos chamar ao exercício do amor comunhão dos discípulos de Cristo. E assim será aberto o caminho para nos unirmos em nossa própria comunidade de fé, entre todos, sem distinção de pessoas, como irmãos em Cristo. Assim os cristãos todos, encontraremos mais o que nos une em Cristo do que nos divide. Assim a paixão do próprio Cristo pela unidade de todos nos fará viver a fraternidade universal além que qualquer distinção que tenhamos.

E o grande milagre, que só poderá ser realizado por Deus, acontecerá: “Haverá um só rebanho e um só Pastor”. (Jo 10, 16)

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

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