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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

13 de jul. de 2014

Celebração com os Coroinhas/Acólitos 2014
































Amados irmãos no Presbitério
Equipes Paroquiais de Corinhas e Acólitos
Irmãos e Irmãs em Cristo Jesus

O cuidado e o carinho por todos os serviços e ministérios é um dever na vida da Igreja. Animá-los e fomentá-los é fazer com que a Igreja caminhe sabendo-se toda ministerial. Dentre os inúmeros ministérios e serviços na Igreja encontram-se os COROINHAS e/ou ACÓLITOS.
Por isso queremos repetir a bela experiência que vivemos nos anos de 2011e 2012, em que reunimos centenas de coroinhas/ acólitos na nossa Igreja Catedral para uma Celebração Eucarística em ação de graças por este ministério.
Portanto, pedimos aos senhores párocos e vigários paroquiais responsáveis por Áreas Pastorais, às nossas Equipes Paroquiais de Coroinhas e Acólitos, e a todos os Grupos, Pastorais, Movimentos, Serviços, Novas Comunidades que animem seus respectivos grupos de serviço ao altar já citados para participar desta celebração, vindos de todos os recantos de nossa Igreja Particular. SERÁ UMA GRANDE FESTA!
Será um momento muito especial para todos nós e para os coroinhas e acólitos de nossa Arquidiocese de Fortaleza. A manhã de celebração em ação de graças pelos Coroinhas e/ou Acólitos acontecerá:

Dia 02 de agosto de 2014,
a partir das 08h30min,
na Catedral Metropolitana de Fortaleza,
e será presidida pelo nosso bispo auxiliar Dom Rosalvo Cordeiro de Lima.

Pedimos que os coroinhas e acólitos que vierem a esta celebração que tragam sua VESTE LITÚRGICA, para usá-la, uma vez que na ocasião pediremos ao bispo que conceda uma bênção especial a todos estes jovens que vêm prestando seus serviços ao cuidado do Altar do Senhor. É bom que cada grupo paroquial traga faixas e cartazes para sabermos de onde são os grupos presentes à Celebração.
Neste ano PEDIMOS que, como gestos concretos, cada coroinha traga 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL para ser doado para entidades beneficente e também TAMPINHAS DE GARRAFA PET, para serem doadas para o Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza. As doações devem ser feitas no dia da Missa, na Catedral, onde haverá uma equipe para receber as referidas doações.

Louvamos agradecemos ao Senhor da Messe e Pastor do Rebanho por todos os serviços e por todas as vocações e auguramos um fecundo ministério a todos sob a materna proteção de Nossa Senhora da Assunção,

Fortaleza, 13 de junho de 2014.

 
Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor do Seminário Propedêutico
Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Vocacional

8 de jul. de 2014

O ASSESSOR DO ENCONTRO DO CURSO ATUALIZAÇÃO PARA FORMADORES E DIRETORES ESPIRITUAIS

João Carlos Almeida, mais conhecido como Padre Joãozinho,scj, é de origem catarinense mas tem o coração nos quatro cantos do Brasil e do mundo. É sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, os Dehonianos, que trazem em suas fileiras personalidades da mídia como Pe. Zezinho,scj,  que foi seu professor; o saudoso Pe. Léo, que foi seu colega de estudos. Pe. Joãozinho iniciou e manteve por mais de cinco anos na TV Canção Nova o programa: Direção Espiritual. Atualmente reside em Taubaté-SP e é professor na Faculdade Dehoniana.
Doutor em Teologia e em Educação, já escreveu trinta e cinco livros com temas que vão de espiritualidade a teologia e formação de lideranças. O livro 25 Maneiras de Rezar o terço, Edições Loyola, já vendeu quase 100.000 cópias. Recentemente inovou escrevendo três livros para empreendedores, publicados pela Editora Canção Nova. Seu livro mais recente tem a marca da irreverência de quem trata assuntos sérios com leveza e com humor: “Pronto, Falei!”
Compositor inspirado, Pe. Joãozinho já produziu mais de trinta CDs, a maioria pelo selo PAULINAS. Sua canção mais conhecida é “Conheço um coração”. Mas existe uma dúzia de canções que o povo canta intuitivamente de cor. Já recebeu disco de ouro pelos CDs “Conheço um coração” e “Canções de Cura e Libertação”. O CD “Os Mistérios do Terço” recebeu disco de platina e se tornou referência obrigatória no gênero. Lançou o CD "SOU FELIZ POR SER CATÓLICO" pela MC Produções e Eventos. Em 2012 lançou pela Gravadora Canção Nova o CD “NAS MÃOS DE MARIA”. Em 2013 lança um CD e DVD, gravado ao vivo pela MC Produções e lançado pelo selo Canção Nova. O tema escolhido desta vez foi CANÇÕES DE CURA e reúne suas canções mais conhecidas e também algumas inéditas.
Por conta de sua farta e inspirada produção musical, Pe. Joãozinho recebe inúmeros convites para realizar shows de evangelização em todo o Brasil. Sua principal característica em cima do palco é a capacidade de ler a alma do povo e estabelecer um vínculo muito próximo, com mensagens fortes e orantes, sempre com muita arte. Seu toque ao violão é inconfundível. É um dos poucos artistas completos no meio católico, ou seja, compositor, cantor, arranjador, instrumentista e produtor.
É marcante a presença de Pe. Joãozinho na Internet. Basta dizer que sua conta certificada no Twitter atinge a marca dos 50.000 seguidores. Suas mensagens diárias são lidas e repercutidas por centenas de milhares de pessoas. Está presente nos mais diversos meios de comunicação. Apresentou programas em praticamente todas as emissoras católicas. Atualmente é colaborador em diversos programas de televisão. Apresenta diariamente a “Hora da Consagração”, pela Rede Século 21. Participa com muita freqüência da grade de programação da TV Canção Nova.  Por tudo isso, sua voz e sua imagem estão marcadas na alma do povo, que o reconhece como alguém que faz aquilo que o poeta popular disse em sua canção: “Todo artista tem que ir aonde o povo está”.

Além dos shows Pe. Joãozinho também é pregador de retiros e de cursos na área da espiritualidade e do empreendedorismo. Mais informações sobre Pe. Joãozinho: http://www.padrejoaozinhoscj.com.br.

CURSO ATUALIZAÇÃO PARA FORMADORES E DIRETORES ESPIRITUAIS


ORGANIZAÇÃO DOS SEMINÁRIOS E INSTITUTOS – OSIB
CNBB – REGIONAL NORDESTE I
ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA

Fortaleza, 13 de junho de 2014.

Exmo. Revmo. Sr. Bispo Diocesano
Revmo. Sr(a) Formador (a)

A ORGANIZAÇÃO DOS SEMINÁRIOS E INSTITUTOS (OSIB) – CNBB Regional Nordeste I organizou o seu calendário anual, contando entre suas atividades os encontros de aprofundamento e partilha de experiências e o Curso para Formadores, na área da Direção Espiritual.
Esse encontro diz respeito, em primeiro lugar aos formadores de Seminário presbiterais, mas em acordo com os membros da OSIB Ceará, devido à importância do tema e a oportunidade de assessoria que teremos, o referido encontro foi aberto à participação de tantos quantos trabalham com a Orientação Espiritual, em casas de formação e em Novas Comunidades e Movimentos.
Assim sendo vimos informar aos Senhores Bispos e Responsáveis pela Formação de nossas Dioceses e dos Seminários e Casas de Formação Religiosa e a quem interessar a data de nosso encontro de formação em 2014:

CURSO ATUALIZAÇÃO PARA FORMADORES E DIRETORES ESPIRITUAIS

TEMA: ASPECTOS DO ACOMPANHAMENTO ESPIRITUAL NAS CASAS DE FORMAÇÃO.

Data: 22-24 de agosto de 2014 (começando a noite no dia 22 – 18h, e terminando com o almoço no dia 24).

Local: Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider - Arquidiocese de Fortaleza – CE (Rua Prof. Paulo Lopes, 122. Henrique Jorge - Fortaleza - CE. CEP: 60.510-395) - Fone: (85) 3290-1045.
Referência: Ao lado da Igreja Matriz do Imaculado Coração de Maria – Henrique Jorge. 

Assessor: Pe. João Carlos de Almeida, SCJ (Pe. Joãozinho, SCJ)


Taxa de inscrição + Hospedagem: R$ 200,00 (acertar no encontro). A hospedagem no local será apenas para aqueles que não residem em Fortaleza e precisem de hospedagem. No pagamento da inscrição está incluso: pensão completa (café, lanches, almoço) e material do encontro. Mas, disporemos de acomodações para um descanso pós-almoço.

Observação:
a) Enviar a inscrição até o dia 19 de agosto para Yuri Cunha (secretário do encontro) nos e-mails: inscricoesosib@gmail.com ou yuri_xp@msn.com.
b) A ficha de inscrição pode ser retirada no blog da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza (http://pastoralvocacionalfor.blogspot.com.br) e encaminhada para os e-mails acima. A ficha também segue em anexo.
c) Além da riqueza a partir da exposição do tema, queremos lembrar, que a troca de experiências entre os formadores é fundamental para formação presbiteral da Igreja no nosso Regional Nordeste I e do Brasil. Sua presença é fundamental.   

Para o incremento da formação permanente dos padres e responsáveis pela formação e o crescimento da partilha e troca de experiências sua presença será sempre importante e indispensável.

Profundamente agradecido pela atenção, faço votos de muitas realizações em nosso ministério de formadores.

Informações: Pe. Rafhael (85) 3290-1045; (85) 99567034; Yuri Cunha: (85) 85943193; (85) 99505341.

Fraternalmente em Cristo Jesus,

Padre Rafhael Silva Maciel
Presidente da OSIB Regional Nordeste I
Reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza

3 de jul. de 2014

I Despertar Vocacional de Maranguape



























Dia 12 de julho, estará sendo realizado mais um Despertar Vocacional na Arquidiocese de Fortaleza. Desta vez será na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, em Maranguape. O encontro com os jovens começará às 17h, no Centro Paroquial de Pastoral. Os jovens da Paróquia anfitriã aguardam que outros jovens das diversas Paróquias e Movimentos unam-se a eles. VALE A PENA!!! VENHA PARTICIPAR.

Vocação. Você já pensou nisso? Você já pensou na sua vocação? Deus tem um projeto de vida para cada um de nós homens e mulheres, Deus nos chama a viver algo especifico, e isso chama-se vocação. A experiência clara e viva com Jesus, nos faz perceber esse chamado em nosso coração e na mesma experiência de intimidade com Deus, impulsiona-nos a darmos um <sim> concreto e pra sempre ao projeto de Deus em nossa vida. Busque ser feliz, busque sua vocação. "Deus não nos tira nada, pelo contrário, Ele nos dar tudo." Papa Emérito Bento XVI. Venha participar do 1° Despertar Vocacional em Maranguape.


30 de jun. de 2014

Papa fala a jovens que estão em busca vocacional


Santo Padre destacou que Nossa Senhora é muito importante para o caminho vocacional, pois acompanhou aquele realizado por seu Filho

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

O Papa Francisco dirigiu-se à Gruta de Lourdes nos Jardins Vaticanos na noite deste sábado, 28, para dizer algumas palavras aos jovens da diocese de Roma que estão no caminho de discernimento vocacional.

O Santo Padre agradeceu aos jovens pela visita à Nossa Senhora, sendo ela tão importante também nas escolhas definitivas, já que ela acompanhou Jesus em seu caminho vocacional que foi tão doloroso. Francisco contou que fica triste quando um cristão lhe diz que não ama Nossa Senhora ou que não vai procurá-la, rezar a ela.

“Um cristão sem Nossa Senhora está órfão. Também um cristão sem a Igreja é um órfão. Um cristão  precisa dessas duas mulheres, duas mulheres mães, duas mulheres virgens: a Igreja e Nossa Senhora. E para fazer um teste de uma correta vocação cristã, é preciso perguntar-se: ‘Como vai a minha relação com estas duas mães que tenho?’”.

Ainda abordando a escolha vocacional, Francisco falou do sentido do “definitivo”. Isto é importante, segundo ele, porque se vive atualmente uma cultura do provisório. “Temos medo do definitivo. E para escolher uma vocação, uma vocação qualquer que seja, deve-se escolher com uma perspectiva de definitivo. E a isto se opõe uma cultura do provisório. É uma parte da cultura que cabe a nós viver neste tempo, mas devemos vivê-la e vencê-la”.

O Papa conclui o encontro convidando todos a rezarem a Nossa Senhora. Ele concedeu a Benção Apostólica e desejou a todos um bom caminho.

Fonte: Canção Nova

25 de jun. de 2014

Catequese do Papa: pertença do cristão à Igreja – 25/06/14

CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 25 de junho de 2014


Boletim da Santa Sé
Tradução: Jéssica Marçal
A Igreja – 2. A pertença ao povo de Deus
Queridos irmãos e irmãs, bom dia,
Hoje há um outro grupo de peregrinos conectados conosco na Sala Paulo VI, são os peregrinos doentes. Porque com este tempo, entre o calor e a possibilidade de chuva, era mais prudente que eles permanecessem lá. Mas eles estão conectados conosco por meio de um telão. E assim estamos unidos na mesma audiência. E todos nós hoje rezemos especialmente por eles, pelas suas doenças. Obrigado.
Na primeira catequese sobre Igreja, quarta-feira passada, partimos da iniciativa de Deus que quer formar um povo que leve a sua benção a todos os povos da terra. Começa com Abraão e depois, com tanta paciência – e Deus a tem, tem tanta! – prepara este povo na Antiga Aliança a fim de que, em Jesus Cristo, o constitua como sinal e instrumento da união dos homens com Deus e entre eles (cfr Conc. Ecum. Vat. II, Cost. Lumen gentium, 1). Hoje queremos nos concentrar sobre a importância, para o cristão, de pertencer a este povo. Falaremos sobre a pertença à Igreja.
1. Não somos isolados e não somos cristãos a título individual, cada um por conta própria, não, a nossa identidade cristã é pertença! Somos cristãos porque pertencemos à Igreja. É como um sobrenome: se o nome é “sou cristão”, o sobrenome é “pertenço à Igreja”. É muito belo notar como esta pertença é expressa também no nome que Deus atribui a si mesmo. Respondendo a Moisés, no episódio maravilhoso da “sarça ardente” (cfr Ex 3, 15), define-se, de fato, como o Deus dos pais. Não diz: Eu sou o Onipotente…, não: Eu sou o Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Deste modo, Ele se manifesta como o Deus que formou uma aliança com os nossos pais e permanece sempre fiel a ela, e nos chama para entrar nesta relação que nos precede. Esta relação de Deus com o seu povo precede a todos nós, vem daquele tempo.
2. Neste sentido, o pensamento vai, em primeiro lugar, com gratidão, àqueles que nos precederam e nos acolheram na Igreja. Ninguém se torna cristão por si mesmo! Está claro isso? Ninguém se torna cristão por si mesmo. Não se fazem cristãos em laboratório. O cristão é parte de um povo que vem de longe. O cristão pertence a um povo que se chama Igreja e esta Igreja o faz cristão, no dia do Batismo, e depois no percurso da catequese, e assim vai. Mas ninguém, ninguém se torna cristão por si mesmo. Se nós acreditamos, se sabemos rezar, se conhecemos o Senhor e podemos escutar a sua Palavra, se O sentimos próximo e O reconhecemos nos irmãos, é porque outros, antes de nós, viveram a fé e, depois, a transmitiram a nós. Recebemos a fé dos nossos pais, dos nossos antepassados, e eles a ensinaram a nós. Se pensamos bem, quem sabe quantos rostos queridos passam diante dos nossos olhos, neste momento: pode ser a face dos nossos pais que pediram para nós o Batismo; aquela dos nossos avós ou de qualquer familiar que nos ensinou a fazer o sinal da cruz e a recitar as primeiras orações. Eu recordo sempre a face da irmã que me ensinou o catecismo, sempre me vem à mente – ela está no Céu com certeza, porque é uma mulher santa – mas eu a recordo sempre e dou graças a Deus por esta irmã. Ou então o rosto do pároco, de um outro padre, ou de uma irmã, de um catequista, que nos transmitiu o conteúdo da fé e nos fez crescer como cristãos… Bem, essa é a Igreja: uma grande família, na qual se é acolhido e se aprende a viver como cristãos e como discípulos do Senhor Jesus.
3. Podemos viver esse caminho não somente graças às outras pessoas, mas junto a outras pessoas. Na Igreja, não existe o ‘agir por si’, não existem jogadores na função de ‘líbero’. Quantas vezes, o Papa Bento descreveu a Igreja como um “nós” eclesial! Às vezes se ouve alguém dizer: “Eu acredito em Deus, acredito em Jesus, mas a Igreja não me interessa…”. Quantas vezes ouvimos isso? E isso não é certo. Há quem acredite poder ter uma relação pessoal, direta, imediata com Jesus Cristo fora da comunhão e da mediação da Igreja. São tentações perigosas e prejudiciais. São, como dizia o grande Paulo VI, dicotomias absurdas. É verdade que caminhar junto é trabalhoso e às vezes pode ser cansativo: pode acontecer que algum irmão ou alguma irmã nos dê problema, ou nos cause escândalo… Mas o Senhor confiou a sua mensagem de salvação a pessoas humanas, a todos nós, às testemunhas; e é nos nossos irmãos e nas nossas irmãs, com os seus dons e os seus limites, que vem ao nosso encontro e se faz reconhecer. E isto significa pertencer à Igreja. Lembrem-se bem: ser cristão significa pertencer à Igreja. O nome é “cristão”, o sobrenome é “pertença à Igreja”.
Queridos amigos, peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, Mãe da Igreja, a graça de não cair nunca na tentação de pensar poder desfazer das pessoas, desfazer da Igreja, de podermos nos salvar sozinhos, de ser cristão de laboratório. Pelo contrário, não se pode amar Deus sem amar os irmãos, não se pode amar Deus fora da Igreja; não se pode estar em comunhão com Deus sem fazê-lo na Igreja e não podemos ser bons cristãos se não junto a todos aqueles que procuram seguir o Senhor Jesus, como um único povo, um único corpo, e isto é a Igreja. Obrigado.
Fonte: Canção Nova

Divulgada mensagem para dia de oração pela santificação dos padres

Nesta sexta-feira, 27, data em que a Igreja Católica celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, é celebrado também o Dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes.
Nesta data, a Igreja convida os fiéis a rezarem, de forma especial, pelos seus sacerdotes, para que tenham uma vida íntegra e santa, de profunda intimidade com Jesus.
“Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado”, destaca a mensagem do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Pedro Brito Guimarães.
Na mensagem, divulgada nesta terça-feira, 24, o bispo afirma que tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade e que hoje, mais do que em tempos passados, o padre deve ser o homem de Deus.
Leia a mensagem na íntegra:
Caríssimos irmãos sacerdotes,
Tenho Sede!
Todo ano, a Igreja promove a Jornada Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, por ocasião da festa do Sagrado Coração de Jesus que, neste ano, será no dia 27 de junho. Neste dia, ela convida todo o povo de Deus de nossas comunidades eclesiais, bem como as pessoas de boa vontade, para rezarem pelos seus sacerdotes para que, fiéis aos compromissos assumidos no dia da ordenação presbiteral, tenhamos uma vida íntegra e santa, de íntima e profunda comunhão com Jesus. Pois somente assim poderemos amar verdadeiramente o rebanho do Senhor que nos foi confiado.
A santidade, além de ser um projeto pessoal de vida, deve ser também um projeto pastoral. São João Paulo II, no ano 2000, assim se expressou: “em primeiro lugar, não hesito em dizer que o horizonte para onde deve tender todo o caminho pastoral é a santidade” (NMI 30). E o apóstolo Paulo: “A vontade de Deus é que sejais santos” (1 Ts 4,3). Tudo na vida e na missão de um sacerdote deve ter a marca da santidade. Sem santidade, estamos sem horizonte, não somos nada, não valemos nada e não fazemos nada de bom.
No Cenáculo, durante a Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, o mandamento do amor fraterno e o sacerdócio ministerial, Jesus, o Santo e a fonte de toda santidade, revelou aos seus discípulos um dos seus desejos mais profundos: “Permanecei em mim, e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanece na videira, assim também vós não podereis dar fruto se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira, e vós, os ramos” (cf. Jo 15,4-5).
Permanecer em Jesus é a alegria verdadeira de nossa vida. Sem Ele, tudo em nossa vida emudece e perde sentido. Pois, foi Ele mesmo quem disse: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Decorrem desta íntima união com Jesus Cristo a conversão pessoal e pastoral, a solicitude pastoral pelos pobres e sofredores e o ardor missionário. Em outras palavras, a santidade.
Hoje, mais do que em tempos passados, o sacerdote deve ser o homem de Deus. Aquele que não se mantiver firme na fé, alegre na esperança, perseverante na oração e firme nas tribulações (cf. Rm 12,12), terá vida breve e estéril.
Na realidade atual, perdemos muito daqueles papéis sociais de destaque que, em tempo de cristandade, os nossos antepassados tinham. Além do mais, com o advento dos potentes meios de comunicação, as nossas fragilidades e feridas aparecem com maior clareza, exigindo de nós mais coerência de vida e testemunho de santidade.
Precisamos sempre ser pastores identificados com Jesus e com sua Igreja, pobre e para os pobres. Precisamos ser sacerdotes acolhedores, solidários, fraternos com os irmãos, encantados e apaixonados pela missão. Enfim, precisamos de sacerdotes santos. Sem a lógica da santidade, o ministério sacerdotal vale muito pouco e não passa de uma simples função social.
Neste sentido, é mister recordar o que o Papa Bento XVI disse certa vez: “existem algumas condições para que haja uma crescente harmonia com Cristo na vida do sacerdote: o desejo de colaborar com Jesus para propagar o Reino de Deus, a gratuidade no serviço pastoral e a atitude de servir”.
O encontro com Jesus deixa o sacerdote fascinado, encantado e apaixonado por sua pessoa, suas palavras e seus gestos. É como ser atingido pela irradiação de bondade e de amor que emanam d’Ele, a ponto de querer ficar com Ele como os dois discípulos de Emaús. Cada sacerdote deveria diariamente pedir a Jesus: “Fica conosco, pois já é tarde e à noite vem chegando” (Lc 24,29). Quem se encanta por Jesus, entra em sintonia e em amizade íntima com Ele, e tudo passa a ser feito como agrada a Deus. Ser sacerdote não é mérito nosso. É um dom a ser vivido na companhia de Jesus com gratidão e generosidade.
E acrescenta o Papa Bento XVI: “o convite do Senhor para o ministério ordenado não é fruto de mérito especial, mas é um dom a ser acolhido a que se corresponde dedicando-se não apenas a um projeto individual, mas ao de Deus, totalmente generoso e desinteressado. Nunca nos devemos esquecer, como sacerdotes, que a única subida legítima rumo ao ministério do pastor não é aquela do sucesso, mas a da cruz”.
Cai bem aqui o que disse o Papa Francisco: “Conscientes de terem sido escolhidos entre os homens e constituídos em seu favor para esperar nas coisas de Deus, exercitem com alegria e com caridade sincera a obra sacerdotal de Cristo, unicamente com a intenção de agradar a Deus e não a si mesmos. Sejam pastores, não funcionários. Sejam mediadores, não intermediários”.
O coração do sacerdote é um coração sempre aberto para amar, acolher, celebrar e agradecer. Permitam-me, amados de Deus, concluir esta mensagem reportando, mais uma vez, ao que disse recentemente o Papa Francisco sobre a necessidade de amar e santificar a nossa vocação sacerdotal.
Diz ele: “Os sacerdotes, mais do que estudiosos, são pastores. Não podem nunca se esquecer de Cristo, seu primeiro amor, e devem permanecer sempre do seu lado.Como está hoje o meu primeiro amor? Estou enamorado como no primeiro dia? Estou feliz contigo ou te ignoro? São perguntas que temos que fazer com frequência diante de Jesus. Porque Ele pergunta isso todos os dias, como perguntou a Pedro: Simão, filho de João, tu me amas? Continuo enamorado de Jesus como no primeiro dia ou o trabalho e as preocupações me fazem olhar para outras coisas e esquecer um pouco o amor”?
Caríssimos, tenhamos sempre diante dos nossos olhos o exemplo e Jesus, o Bom Pastor, que não veio para ser servido, mas para servir e para procurar a ovelha, a moeda e filho perdidos e salvá-los (cf. Lc 15,4ss).
Prometo, no dia do Sagrado Coração de Jesus, rezar de modo especial por todos vocês, sacerdotes do Senhor, a fim de que a vida e o ministério de vocês sejam vividos na alegria do Evangelho que nos liberta do pecado, da tristeza, do vazio interior e do isolamento. Peço também que todos os cristãos católicos façam momentos de oração, de adoração e súplica, pessoalmente ou reunidos em comunidade, implorando a Deus pela santificação dos nossos sacerdotes, tesouro precioso saído do Coração de Jesus. Que Maria, mãe dos sacerdotes, nos ajude a ter um coração manso e humilde como o Coração do seu Filho.
E todos, em uníssono, num só coração e numa só alma, possamos dizer: Sagrado Coração de Jesus, nós temos confiança em vós! Amém!
Dom Pedro Brito Guimarães
Arcebispo de Palmas
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada
Por Canção Nova com CNBB

19 de jun. de 2014

PADRE FRANCÊS REVOLUCIONA A FORMA DE CONVERTER OS FIÉIS E TRAZER OS CATÓLICOS À IGREJA NOVAMENTE

“Levar a Deus todas as almas que seja possível”. O padre Michel Marie Zanotti Sorkine tomou esta frase a sério, e é o seu principal o objetivo como sacerdote.






















É o que está a fazer depois de ter transformado uma igreja a ponto de fechar e de ser demolida na paróquia com mais vida de Marselha. O mérito é ainda maior dado que o templo está no bairro com uma enorme presença de muçulmanos numa cidade em que menos de 1% da população é católica praticante.
Foi um músico de sucessoA chave para este sacerdote que antes foi músico de êxito em cabarés de Paris e Montecarlo é a “presença”, tornar Deus presente no mundo de hoje. As portas da sua igreja estão abertas de par em par o dia inteiro e veste de batina porque “todos, cristãos ou não, têm direito a ver um sacerdote fora da igreja”.
Na Missa: de 50 a 700 assistentesO balanço é impressionante. Quando em 2004 chegou à paróquia de S. Vicente de Paulo no centro de Marselha a igreja estava fechada durante a semana e a única missa dominical era celebrada na cripta para apenas 50 pessoas. Segundo o que conta, a primeira coisa que fez foi abrir a igreja todos os dias e celebrar no altar-mor. Agora a igreja fica aberta quase todo o dia e é preciso ir buscar cadeiras para receber todos os fiéis. Mais de 700 todos os domingos, e mais ainda nas grandes festas. Converteu-se num fenômeno de massas não só em Marselha mas em toda a França, com reportagens nos meios de comunicação de todo o país, atraídos pela quantidade de conversões.
Um novo “Cura de Ars” numa Marselha agnóstica
Uma das iniciativas principais do padre Zanotti Sorkine para revitalizar a fé da paróquia e conseguir a afluência de pessoas de todas as idades e condições sociais é a confissão. Antes da abertura do templo às 8h00 da manhã já há gente à espera à porta para poder receber este sacramento ou para pedir conselho a este sacerdote francês.
Os fregueses contam que o padre Michel Marie está boa parte do dia no confessionário, muitas vezes até depois das onze da noite. E se não está lá, anda pelos corredores ou na sacristia consciente da necessidade de que os padres estejam sempre visíveis e próximos, para ir em ajuda de todo aquele que precisa.
A igreja sempre abertaOutra das suas originalidades mais características é a ter a igreja permanentemente aberta. Isto gerou críticas de outros padres da diocese mas ele assegura que a missão da paróquia é “permitir e facilitar o encontro do homem com Deus” e o padre não pode ser um obstáculo para que isso aconteça.
O templo deve favorecer a relação com DeusNuma entrevista a uma televisão disse estar convencido de que “se hoje em dia a igreja não está aberta é porque de certa maneira não temos nada a propor, que tudo o que oferecemos já acabou. No nosso caso em que a igreja está aberta todo o dia, há gente que vem, praticamente nunca tivemos roubos, há gente que reza e garanto que a igreja se transforma em instrumento extraordinário que favorece o encontro entre a alma e Deus”.
Foi a última oportunidade para salvar a paróquiaO bispo mandou-o para esta paróquia como último recurso para a salvar, e fê-lo de modo literal quando lhe disse que abrisse as portas. “Há cinco portas sempre abertas e todo o mundo pode ver a beleza da casa de Deus“. 90.000 carros e milhares de transeuntes passam e vêem a igreja aberta e com os padres à vista. Este é o seu método: a presença de Deus e da sua gente no mundo secularizado.
A importância da liturgia e da limpezaE aqui está outro ponto chave para este sacerdote. Assim que tomou posse, com a ajuda de um grupo de leigos renovou a paróquia, limpou-a e deixou-a resplandecente. Para ele este é outro motivo que levou as pessoas a voltarem à igreja: “Como é podemos querer que as pessoas acreditem que Cristo vive num lugar se esse lugar não estiver impecável? É impossível.”
Por isso, as toalhas do altar e do sacrário têm um branco imaculado. “É o pormenor que faz a diferença. Com o trabalho bem feito damos conta do amor que manifestamos às pessoas e às coisas”. De maneira taxativa assegura:  ”Estou convicto que quando se entra numa igreja onde não está tudo impecável, é impossível acreditar na presença gloriosa de Jesus”.
A liturgia torna-se o ponto central do seu ministério e muitas pessoas sentiram-se atraídas a esta igreja pela riqueza da Eucaristia. “Esta é a beleza que conduz a Deus“, afirma.
As missas estão sempre cheias e incluem procissões solenes, incenso, cânticos bem cantados… Tudo ao detalhe. “Tenho um cuidado especial com a celebração da Missa para mostrar o significado do sacrifício eucarístico e a realidade da sua Presença”. “A vida espiritual não é concebível sem a adoração do Santíssimo Sacramento e sem um ardente amor a Maria”, por isso introduziu a adoração e o terço diário, rezado por estudantes e jovens.
Os sermões são também muito aguardados e, inclusive, os paroquianos põem-nos online. Há sempre uma referência à conversão, para a salvação do homem. Na sua opinião, a falta desta mensagem na Igreja de hoje “é talvez uma das principais causas de indiferença religiosa que vivemos no mundo contemporâneo”. Acima de tudo clareza na mensagem evangélica. Por isso previne quanto à frase tão gasta de que “vamos todos para o céu”. Para ele esta é uma “música que nos pode enganar”, pois é preciso lutar, a começar pelo padre, para chegar até ao Paraíso.















O padre da batina
Se alguma coisa distingue este sacerdote alto num bairro de maioria muçulmana é a batina, que veste sempre, e o terço nas mãos. Para ele é primordial que o padre ser descoberto pelas pessoas. “Todos os homens, a começar por aquela pessoa que entra numa igreja, tem direito de se encontrar com um sacerdote. O serviço que oferecemos é tão essencial para a salvação que o ver-nos deve ser tangível e eficaz para permitir esse encontro”.
Deste modo, para o padre Michel o sacerdote é sacerdote 24 horas por dia. “O serviço deve ser permanente. Que pensaríamos de um marido que a caminho do escritório de manhã tirasse a aliança?”.
Neste aspecto é muito insistente: “Quanto àqueles que dizem que o traje cria uma distância, é porque não conhecem o coração dos pobres para quem o que se vê diz mais do que o que se diz”.
Por último, lembra um pormenor relevante. Os regimes comunistas a primeira coisa que faziam era eliminar o traje eclesiástico sabendo a importância que tem para a comunicação da fé. “Isto deve fazer pensar a Igreja de França”, acrescenta.
No entanto, a sua missão não se realiza apenas no interior do templo. É uma personalidade conhecida em todo o bairro, também pelos muçulmanos. Toma o café da manhã nos cafés do bairro, aí conversa e com os fiéis e com pessoas que não praticam. Ele chama a isso a sua pequena capela. Assim conseguiu já que muitos vizinhos sejam agora assíduos da paróquia, e tenham convertido esta igreja de São Vicente de Paula numa paróquia totalmente ressuscitada.
Uma vida peculiar: cantor em cabarésA vida do padre Michel Marie foi agitada. Nasceu em 1959 e tem origem russa, italiana e da Córsega. Aos 13 anos perdeu a mãe, o que lhe causou uma “fractura devastadora” que o levou a unir-se ainda mais a Nossa Senhora.
Com um grande talento musical, apagou a perda da mãe com a música. Em 1977 depois de ter sido convidado a tocar no café Paris, de Montecarlo, mudou-se para a capital onde começou a sua carreira de compositor e cantor em cabarés. No entanto, o apelo de Deus foi mais forte e em 1988 entrou na ordem dominicana por devoção a S. Domingos. Esteve com eles quatro anos, e perante o fascínio por S. Maximiliano Kolbe passou pela ordem franciscana, onde permaneceu quatro anos.
Foi em 1999 quando foi ordenado sacerdote para a diocese de Marselha com quase quarenta anos. Além da música, que agora dedica a Deus, também é escritor de êxito, tendo publicado já seis livros, e ainda poeta.

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