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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

3 de nov. de 2012


Jornada Mundial da Juventude - Arquidiocese de Fortaleza

"A caminho da Semana Missionária"

Mais um grande passo da Arquidiocese de Fortaleza em preparação para a Jornada Mundial da Juventude começa agora! Trata-se do encontro "A caminho da Semana Missionária". É isso mesmo, um encontro de formação.
No último sábado, dia 06 de outubro, o Setor Juventude da Arquidiocese reuniu-se durante todo o dia para acertar pautas sobre a Semana Missionária, pré-Jornada que acontecerá nas paróquias da Arquidiocese entre os dias 16 e 20 de julho de 2013. Numa crescente preocupação entre os jovens reunidos, nasceu a ideia de se promover um encontro de formação para os peregrinos que irão a Jornada no Rio e principalmente para os que participarão dos dias de acolhida em nossa Arquidiocese.
Para o bom êxito do encontro, a equipe de preparação sugere que cada participante traga seu YOUCAT e subsídio da JMJ. O subsídio para os jovens pode ser encontrado no link http://goo.gl/OMqjO e o subsídio para os adultos no http://goo.gl/27FnE. Caso prefira o subsídio impresso ele estará disponível para venda no encontro. Se você é um coordenador paroquial de juventude e ainda não tem seu YOUCAT, solicite-o ao coordenador do Setor Juventude sua região.
O encontro acontecerá no sábado, 17 de novembro, a partir das 8 horas e encerrará às 16 horas no Centro de Pastoral "Maria, Mãe da Igreja" (ver mapa:http://goo.gl/ZlWDr). As inscrições estão abertas a todos e vão até o dia 15 de novembro, sendo feitas no link: http://goo.gl/SdIUr.


1 de nov. de 2012


Intenções do Papa para o mês de novembro: 
pelo clero e pela vocação da Igreja

Nas intenções do Papa Bento XVI para o mês de novembro, o Pontífice reza pelo clero e pela vocação e missão da Igreja. 

Na intenção geral, o Santo Padre reza "para que os bispos, os sacerdotes e todos os ministros do Evangelho dêem um testemunho corajoso de fidelidade ao Senhor crucificado e ressuscitado".

Como intenção missionária, o Papa pede "para que a Igreja peregrina sobre a terra resplandeça como luz das nações".

Todos os meses o Santo Padre confia suas intenções ao Apostolado da Oração, e convida os cristãos a se unirem em oração à estas intenções. 



                                                  

28 de out. de 2012


AOS JOVENS COM CARINHO
Pe. Rafhael Silva Maciel
Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza




Neste Dia Nacional da Juventude de 2012, dentro da organização própria da nossa Igreja no Brasil, alegra-me poder dirigir uma palavra aos nossos jovens, que não são apenas o futuro, mas são o presente da Igreja no Brasil e no mundo. Bento XVI afirmava isso: “Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade. Pelo contrário: vós sois o presente da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem” (Discurso aos Jovens, Pacaembu, Rio de Janeiro, 2007).
“Juventude e vida”! O tema desse momento especial está em plena consonância com o que significa à primeira escuta a palavra juventude. Ao falarmos de juventude ou de jovens, os primeiros sinônimos que nos vem à mente são: alegria, entusiasmo, festa; que por si só são também sinônimos de vida, de esperança, de vida vivida na esperança de que as realidades temporais bem ordenadas e utilizadas podem ser caminho de promoção positiva do ser humano e sua dignidade. E como a juventude também pode significar movimento e ânimo, aos jovens podem ser repetidas as palavras do Documento de Aparecida: “Necessitamos que cada comunidade cristã [e digo eu: que cada jovem] se transforme num poderoso centro de irradiação da vida em Cristo. Esperamos em novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança” (n.362); e os jovens cristãos católicos são como que convocados pelo Senhor para dar esse testemunho de juventude e vida ao mundo e à sociedade permissiva e sem valores que vai crescendo como joio no meio do trigo (Cf. Mt 13,25).
Por isso a pergunta que se segue: “Qual vida vale a pena ser vivida?” Essa pergunta requer muita atenção, uma vez que as respostas podem ser múltiplas e nem sempre de acordo com os valores promotores de vida plena. Esse questionamento o Papa Bento XVI já havia feito por ocasião de sua visita ao Brasil, quando do seu encontro com os jovens no Pacaembu. Ele dizia: “A vida que, em vós, é exuberante e bela. O que fazer dela? Como vivê-la plenamente?”. E ainda é o Papa que continua: “(...) algo nos revela que a vida é eterna e que é necessário empenhar-se para que isto aconteça. Em outras palavras, ele está em nossas mãos e depende, e algum modo, da nossa decisão”.
Tratando-se de falar em juventude e onde se pode viver e adquirir valores para promover uma vida que vale a pena ser vivida, em consonância com o Reino de Deus, podemos lembrar, então, os diversos lugares em que encontramos nossa juventude, dentro da diversidade da Igreja, que ao mesmo tempo é um só corpo. Nossos jovens estão:
- Nas Pastorais de Juventude: este é um espaço onde muitos de nossos jovens despertaram para a fé e para o compromisso com as inúmeras questões sociais. Neste ambiente juvenil “usando a criatividade pastoral, é importante testemunhar Jesus Cristo como Aquele que compartilha a vida, as angústias e as esperanças de seu povo” (Texto-Base CF 2013, n.177).
- Nas Catequeses de Eucaristia e de Crisma: aqui encontramos muitos jovens catequistas, que precisam sempre mais renovar seu ardor catequético e sua formação para repassar os conteúdos da fé aos jovens que chegam para a recepção dos Sacramentos. Por isso os jovens catequistas devem entender que “a catequese (...) precisa ser uma verdadeira escola de formação integral. Portanto [queridos jovens catequistas], é necessário cultivar a amizade com Cristo na oração, o apreço pela celebração litúrgica, a experiência comunitária, o compromisso apostólico mediante um permanente serviço aos demais” (DAp., n. 299).
Mas aqui se encontra um grande número de jovens catequizandos. Muitos deles “sem a consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com identidade cristã fraca e vulnerável” (DAp., n.286). Assim será necessário levar tantos jovens ao encontro pessoal com Jesus Cristo, anunciando-lhes o querigma, fazendo-os amar a Palavra, a Eucaristia, e promovendo sua inserção na vida da comunidade e no ardor missionário.
- Nos Movimentos e Novas Comunidades: eis aqui um dom do Espírito para a Igreja em nosso tempo, na expressão da dimensão horizontal, carismática do Espírito. É comprovado que muitas pessoas e dentre elas muitos jovens, encontraram nestas Comunidades e Movimentos, “uma oportunidade para que muitas pessoas afastadas [pudessem] ter uma experiência de vital com Jesus Cristo, e assim recuperar sua identidade batismal e sua ativa participação na vida da Igreja” (DAp., n.312). Que bom saber que o Espírito continua sua grande obra na vida da Igreja através da ação de tantos Movimentos, Associaç ões, Novas Comunidades, Grupos de Oração...Deus seja louvado!
- Nas Escolas (Católicas): eis um espaço que respira juventude. Num contexto sócio cultural que procura excluir valores antes universais e até mesmo a fé, as crianças, adolescentes e jovens católicos, juntamente com seus professores, são convidados a sustentar que a escola é “lugar privilegiado de formação e promoção integral, mediante a assimilação e crítica da cultura” (DAp., n.329). Assim os jovens estudantes são também chamados a serem arautos do Evangelho em suas escolas, não cedendo a situações que se contraponham a Boa Nova de Jesus Cristo.
- Nas Universidades: os jovens católicos universitários enfrentam, nos ambientes acadêmicos, um grande desafio de viver a sua fé e promovê-la ao mesmo tempo. Não com proselitismos, mas no diálogo constante e aberto entre fé e razão. Assim, os mais variados grupos cristãos e católicos existentes no mundo universitário devem trabalhar “promovendo um encontro pessoal e comprometido com Jesus Cristo e múltiplas iniciativas solidárias e missionárias” (DAp., n.343).
- Nos grupos de coroinhas e acólitos: esses grupos geralmente são os grupos de perseverança após a Primeira Eucaristia. A Igreja crê que “o serviço ao altar é, frequentemente, premissa para outras formas de serviço na comunidade cristã” (Orientações Pastorais para a Promoção das Vocações ao Ministério Sacerdotal, n. 18). Assim um bom serviço ao Altar também é testemunho dos jovens sobre aquilo que mais valioso temos: a Eucaristia.
- Nos Seminários (Diocesanos e de Congregações): na maioria das vezes, nossos seminaristas são jovens, e descobriram o apelo vocacional no engajamento na vida da sua comunidade ou em outros Movimentos dos quais participavam. O Papa Bento XVI nos diz: “(...) vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus” (Carta aos Seminaristas, Introdução). Deste modo os jovens seminaristas recebem do Senhor muitas consolações em seu período de formação inicial, mas também passam pelas inúmeras provações que a vida lhes apresenta, mas no caminho do seguimento de Jesus é preciso aprender que, “se Ele me ama, então também me sustentará; na hora a tentação, na hora do perigo, estará presente e me dará pessoas, me mostrará caminhos, me sustentará” (Bento XVI aos Seminaristas, na Alemanha, trechos de discurso espontâneo).
- Nas Congregações Religiosas: um sem número de jovens também se decidiu pela Vida Religiosa Consagrada. Uns para a vida monástica outros para o apostolado. Jovens que procuram ser transparência de Cristo pela vivência dos Conselhos Evangélicos num carisma específico. Sobre os Religiosos uma palavra explícita de Bento XVI: “Vós (...) sois uma dádiva, um presente, um dom divino que a Igreja recebeu do seu Senhor. (...) Isso tudo suscita nos coração dos jovens o desejo de seguir mais de perto e radicalmente o Cristo Senhor (...)” (Bento XVI aos Religiosos, no Brasil, 2007).
- No mundo dos esportes: muitos jovens adquirem bons valores e habilidades no mundo do esporte, mas infelizmente aí também podem seguir por caminhos contrários à dedicação e disciplina que o esporte proporciona. Os jovens esportistas católicos são chamados a serem também aí testemunhas do Evangelho, mostrando que “a liberdade vive da regra, da disciplina que aprende o agir em conjunto e o correto confronto, o ser independente do êxito exterior e da arbitrariedade, e desse modo chega a ser verdadeiramente livre” (Ratzinger, “O jogo e a vida: sobre o Campeonato Mundial de Futebol”).
Queridos e amados jovens de nossa Arquidiocese de Fortaleza, certamente haveria muito mais o que falar ou de quem falar. Mas, parece-me que nestes pontos foram elencados espaços privilegiados do mundo juvenil em nossa Igreja Particular. Neste Ano da Fé, como jovens em busca de vida nova e plena peçamos ao Senhor que nos ama e nos chama à vida de Igreja “tornar cada vez mais firme a relação com Cristo Senhor, dado que só n’Ele temos a certeza para olhar o futuro e a garantia de um amor autêntico” (Porta Fidei, n. 15).
Resta-nos enfim, jovens da Arquidiocese de Fortaleza, gritar, para o mundo inteiro escutar, a mesma resposta que os inúmeros jovens chamados pelo Senhor, contados em sua Palavra, deram, a exemplo da jovem Maria de Nazaré: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim, segundo a tua Palavra” (Lc 1,38).
Deus nos abençoe!!!!!!!

26 de out. de 2012

VEM AÍ, TENHA FÉ!!!!!!!!!!!!!! MARATONA VOCACIONAL.





Mais uma promoção da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza que acontecerá em fevereiro de 2013.

E o melhor é que os dois primeiros lugares, tanto o masculino quanto o feminino, vão ganhar um PACOTE COMPLETO PARA A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE.





Logo mais daremos as informações sobre as inscrições, aguardem!!!!!!!!! Por enquanto vá se organizando e treinando, quem sabe você também estará na JMJ Rio 2013 junto com po Papa Bento XVI e jovens de todo mundo.


REALIZAÇÃO:


25 de out. de 2012


Hoje começa a Festa de São João Maria Vianney no Seminário Propedêutico. Você deve estar pensando: - "Mas já passou o dia do Santo..." é mas, devido alguns contratempos tivemos que adiar, e como todo dia é dia de santo, CONVIDAMOS VOCÊ A PARTICIPAR CONSOCO

Festa de São João Maria Vianney
Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider
Rua Prof. Paulo Lopes, 122
Henrique Jorge 

Missa todos os dias: quinta, sexta e sábado: 19h
domingo: 18h

Após a Missa quermesse.



IRMÃS PAULINAS de Fortaleza promovem 
Dia Vocacional

Você é convidado a participar conosco!  

Não perca!


Venha até a Paulinas Livraria, de Fortaleza, no dia 1º de novembro!




Apoio: Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA ESPECIAL


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

25 de Outubro

Santo Antônio de Sant'Anna GalvãoConhecido como "o homem da paz e da caridade", Antônio de Sant'Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).

Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.

O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.

Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.

Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.

Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento".

Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.

Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: "Aqui jaz Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822". Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.

Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: "O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades".

O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.


Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, rogai por nós!





23 de out. de 2012


CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA - 20 ANOS


Iniciamos o Ano da Fé no dia 11 deste mês de outubro por convocação do Santo Padre Bento XVI. Ele se realiza na comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II e sua abertura coincide com o Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização.
O mesmo Papa na sua carta Porta Fidei, com a qual estabeleceu o Ano da Fé, destaca a importância do Catecismo das Igreja Católica, que ora completa seus 20 anos, como instrumento fundamental para que os fiéis tenham a orientação segura sobre os conteúdos da fé: “Esta obra, verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II, foi desejada pelo Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985 como instrumento ao serviço da catequese[4] e foi realizado com a colaboração de todo o episcopado da Igreja Católica. E uma Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos foi convocada por mim, precisamente para o mês de Outubro de 2012, tendo por tema ‘A nova evangelização para a transmissão da fé cristã’. Será uma ocasião propícia para introduzir o complexo eclesial inteiro num tempo de particular reflexão e redescoberta da fé.”
E o mesmo Catecismo deverá ser redescoberto no contexto das comemorações do Ano da Fé e da Nova Evangelização como baliza segura de: em quem se crê e o que se crê.
Continua o Santo Padre em sua convocação: “Como atesta o Catecismo da Igreja Católica, «“Eu creio”: é a fé da Igreja, professada pessoalmente por quem crê, principalmente por ocasião do Batismo. “Nós cremos”: é a fé da Igreja, confessada pelos bispos reunidos em Concílio ou, de modo mais geral, pela assembleia litúrgica dos crentes. “Eu creio”: é também a Igreja, nossa Mãe, que responde a Deus pela sua fé e nos ensina a dizer: “Eu creio”, “Nós cremos”».[17]
Como se pode notar, o conhecimento dos conteúdos de fé é essencial para se dar o próprio assentimento, isto é, para aderir plenamente com a inteligência e a vontade a quanto é proposto pela Igreja. O conhecimento da fé introduz na totalidade do mistério salvífico revelado por Deus. Por isso, o assentimento prestado implica que, quando se acredita, se aceita livremente todo o mistério da fé, porque o garante da sua verdade é o próprio Deus, que Se revela e permite conhecer o seu mistério de amor.[18]
A Fé não existe sem conteúdo. Ela mesma é dom de Deus como é dom Sua própria revelação. Crer em Deus é crer em Sua Vontade revelada. Crer em Deus é acolher Sua Palavra revelada, é acolher o Seu Filho encarnado – Verbo de Deus totalmente entregue à humanidade.
“Assim, no Ano em questão, o Catecismo da Igreja Católica poderá ser um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quantos têm a peito a formação dos cristãos, tão determinante no nosso contexto cultural. De fato, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogativos, que provêm duma diversa mentalidade que, hoje de uma forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. Mas, a Igreja nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade.[22]” (PF 12)
E o Bemaventurado Papa João Paulo II, ao aprovar o Catecismo da Igreja Católica, (25/06/1992), em virtude da autoridade apostólica, como uma exposição da fé da Igreja e da doutrina católica, testemunhadas ou iluminadas pela Sagrada Escritura, pela Tradição apostólica e pelo Magistério da Igreja, o apresenta como um instrumento válido e legítimo a serviço da comunhão eclesial e como uma norma segura para o ensino da fé. Deseja que o mesmo sirva para a renovação, à qual o Espírito Santo chama incessantemente a Igreja de Deus, Corpo de Cristo, peregrina rumo à luz sem sombras do Reino de Deus. O Catecismo da Igreja Católica constitue um serviço que o Sucessor do apóstolo Pedro, o Papa, quer prestar à Igreja Católica, a todas as Igrejas particulares em paz e em comunhão com a Sé Apostólica de Roma: o serviço de sustentar e confirmar a fé de todos os discípulos de Cristo (cf. Lc 22,32), como também de reforçar os laços da unidade na mesma fé apostólica.
Nesta mesma oportunidade, dirigindo-se aos Pastores da Igreja e aos fiéis, exorta a que acolham este Catecismo em espírito de comunhão e que o usem continuamente ao cumprir sua missão de anunciar a fé e de convocar para a vida evangélica. O Catecismo é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica e, de modo muito particular, para a elaboração dos catecismos locais. É também oferecido a todos os fiéis que desejam aprofundar o conhecimento das riquezas inexauríveis da salvação (cf. Jo 8,32). Pretende dar um apoio aos esforços ecumênicos animados pelo santo desejo da unidade de todos os cristãos, mostrando com exatidão o conteúdo e a harmoniosa coerência da fé católica. O Catecismo da Igreja Católica, por fim, é oferecido a todo o homem que nos pergunte a razão de nossa esperança (cf. l Pd 3,15) e queira conhecer aquilo em que a Igreja Católica crê.
Estamos iniciando o Ano da Fé, a partir da solene abertura no dia 11 deste mês. A todos convidamos a vivê-lo em sua programação em nossa Arquidiocese de Fortaleza, em nossas paróquias, comunidades e movimentos eclesiais. Nesta união de toda a Igreja, que procura fundar-se cada vez mais nas raízes de sua Fé, dom teologal no Espírito Santo derramado nos corações por Jesus e alma da Igreja.
Finalmente estejamos prontos, diante dos desafios e clamores de nosso tempo, a dar as razões de nossa Fé e, pelo seu testemunho vivo, fazer dela um dom misericordioso e luminoso para todo o nosso mundo.
+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

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