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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

10 de mar. de 2013

Encontro Arquidiocesano de Agentes de 
Equipes Vocacionais Paroquais

Aconteceu neste final de semana, 09 e 10 de março, o encontro de formação para agentes de equipes vocacionais paroquiais, com assessoria do Pe. Valdecir Ferreira, da CNBB Nacional. 

O encontro contou a participação de leigos membros de Equipes Vocacionais de algumas Paróquias da Arquidiocese, alguns religiosos (as), membros de Novas Comunidades, seminaristas, e representantes das Dioceses de Sobral e Tianguá. 

Os grupos refletiram, em momentos de estudo direcionados pelo assessor sobre a necessidade de uma "cultura vocacional" e posteriormente sobre a importância e atividades que as EVP's podem realizar nas comunidades. 

Posteriormente serão divulgadas as conclusões desse encontro.

A Pastoral Vocacional realizará, nos dias 26-28 de abril, o I Seminário de Pastoral Vocacional, com a presença de Dom Waldemar Passini (Bispo Auxiliar de Goiânia e referencial para a PV na CNBB Nacional), além das presenças de Dom José Antonio, Dom Rosalvo e Dom Vasconcelos. 

AGENDE-SE!!! 

Para esse Seminário, em abril, são convidados representantes de todas as equipes pastorais vocacionais além de  membros dos diversos Movimentos, Novas Comunidades,...

Veja fotos de momentos do encontro e da Catequese deste final de semana:













8 de mar. de 2013

Dia Internacional da Mulher
08 de Março de 2013


A Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza saúda a todas as mulheres neste dia 08 de Março de 2013, Dia Internacional da Mulher.
Aqui aproveitamos para saudar, de modo particular mulheres especiais para a Igreja, a saber, as Religiosas na Vida Consagrada, as mulheres que consagraram suas vidas ao Senhor nas Novas Comunidades, e as queridas mães dos Padres e Religiosos (as), mulheres que doaram seus filhos e filhas para o serviço na Vinha do Senhor, além das mulheres que exercem algum ofício na Pastoral das nossas comunidades e Pastorais.
Neste dia especial, fazemos nossas as palavras da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil:


NOTA DA CNBB PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘gênio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade; agradece todos os frutos de santidade feminina” (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)
Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que, “face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos” e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).
Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam a diferença dos sexos para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.
Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.
Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.
Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança nos caminhos que conduzem à justiça e à paz.
Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.

Brasília-DF, 07 de março de 2013
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício  

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa - PR
Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB


5 de mar. de 2013

URGENTE!!!!!!

SUA PARÓQUIA NÃO PODE FICAR DE FORA!



A coordenação da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza realizará nos dias 9 e 10 de março  encontro de formação para os agentes paroquiais de Pastoral Vocacional, conhecidas como Equipes Vocacionais Paroquiais (EVPs). 

O evento acontecerá no Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja. O facilitador  será o  Pe. Valdecir Ferreira, assessor da CNBB Nacional para a Pastoral Vocacional.

O investimento é de R$ 40,00 por pessoa (incluso alimentação e material de secretaria).

Participantes: membros das Equipes Paroquiais de Pastoral Vocacional (caso a Paróquia não tenha Equipe Vocacional poderá enviar algum representante).


Caso haja alguém do interior que precise de hospedagem favor comunicar com antecedência para hospedagem no Seminário Propedêutico, fone (85) 3290-1045 (falar com os seminaristas Jairo Nascimento  ou Massigleuton).

Pe. Rafhael.
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ENCONTRO ARQUIDIOCESANO DAS EQUIPES VOCACIONAIS PAROQUIAIS
09 de março de 2013:
8h – Acolhida e credenciamento
8h30min – Lanche 
9h15min – Oração inicial
9h30min – Palavra do assessor
10h30min – Trabalho em grupo
11h30min – Plenário
12h15min – Almoço
13h30min – Oração da tarde
13h45min – Palavra do assessor
14h15min – Trabalho em grupo
15h – Lanche
15h30min – Encerramento do dia
16h – Catequese na Catedral
18h – Missa na Catedral

10 de março de 2013:
8h – Missa 
9h – Lanche
9h30min – Palavra do assessor
10h – Apresentação dos trabalhos em grupo (do dia anterior)
11h – Apresentação do Documento da Congregação para a Educação Católica sobre a Pastoral 
Vocacional.
11h30min – Palavras finais do encontro e encaminhamentos
12h – Oração Final


3 de mar. de 2013

ACONTECEU!!!!!

Bate papo com os jovens

No sábado, dia 02 de março, aconteceu o bate papo com os jovens, na Livraria Paulinas, tendo como assunto principal as atividades do Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza. 
Estiveram presentes o Pe. Rafhael, jovens do Setor Juventude da Arquidiocese e jovens que foram participar do momento de diálogo e reflexão.


Caminhada Penitencial

No domingo, dia 03 de março, aconteceu a V Caminhada Penitencial, saindo a Igreja Nossa Senhora da Saúde e direção à Catedral Metropolitana.


Na Carta de convocação o Arcebispo diz que “esta caminhada quer ser a expressão externa e a oportunidade para se fazer um caminho mais profundo de conversão para o seguimento de Jesus no acolhimento de sua graça salvadora”. Durante a caminhada houve a oportunidade de gestos concretos, como uma cruz nos ombros dos fiéis para recordar como o Senhor Jesus Cristo tomou sobre si todos os pesos da humanidade para redimi-la. Também na Celebração Penitencial houve a oportunidade de confissões para os fiéis que o desejaram. 






1 de mar. de 2013

O Período da Sé Vacante


Alguns padres e leigos têm encontrado dúvidas sobre como proceder na liturgia durante o tempo da SÉ VACANTE, no que diz respeito às Orações Eucarísticas.
Por isso, divulgamos nota da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que ajuda a tirar as dúvidas pertinentes sobre a questão acima levantada.
Em seguida matéria da CNBB e elementos da Carta da Presidência aos Bispos do Brasil.

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NOTA DA ARQUIDIOCESE DO RIA DE JANEIRO

Em vista da renúncia do Santo Padre, o Papa Bento XVI, ao seu ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, a Cúria Metropolitana do Rio de Janeiro, com aprovação do senhor arcebispo, Dom Orani João Tempesta, divulga algumas orientações práticas, para os sacerdotes e para o povo fiel, referentes aos três períodos seguintes:
 
1. Período antecedente à renúncia:
Até o próximo dia 28 de fevereiro, às 16 horas do Rio de Janeiro, quando a Sé Romana ficará vacante, governa a Igreja o Santo Padre, o Papa Bento XVI. Como Vigário de Cristo na terra, por ele devemos orações, amor, veneração, respeito e obediência, e seu nome deve ser mencionado na Oração Eucarística.
 
2. Período da Sé vacante:
Durante a Sé vacante, e especialmente durante o Conclave, recomenda-se instantemente que todas as comunidades façam orações e súplicas pela eleição do novo Romano Pontífice. Para tanto, pode ser tomado o formulário da missa “Pela eleição do Papa” (no Missal Romano em “missas e orações para diversas necessidades”).
Considerando a utilidade pastoral, esta missa pode ser celebrada nos dias de semana da Quaresma, mas não nos domingos. Os sacerdotes saberão discernir sobre a oportunidade e sobre o uso moderado deste formulário no tempo da Quaresma.
Durante a Sé Vacante, na Oração Eucarística deverá ser mencionado apenas o nome do arcebispo, podendo-se mencionar também os bispos auxiliares.
 
3. Período posterior à eleição do novo Romano Pontífice:
Anunciada a eleição do novo Romano Pontífice, sejam tocados, onde for possível, os sinos das igrejas, como manifestação de júbilo e acolhida ao novo pastor supremo.
Para cada um destes períodos haverá celebrações no âmbito arquidiocesano e de cada paróquia.
No período antecedente à renúncia, a Igreja no Rio de Janeiro celebrará, no dia 22 de fevereiro, Festa da Cátedra de Pedro, a ação de graças pelo fecundo ministério e pelo grandioso legado, para a Igreja e para o mundo, deixado pelo Papa Bento XVI. A celebração arquidiocesana será na Igreja Paroquial Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no Centro, às 12h. As paróquias farão sua própria programação na mesma data.
No período da Sé Vacante, a celebração arquidiocesana “Pela eleição do Papa” terá sua data oportunamente divulgada. Também as paróquias terão sua programação própria.
Anunciada a eleição do novo Romano Pontífice, igualmente, será divulgada a data da celebração arquidiocesana de ação de graças. Do mesmo modo, as paróquias programarão suas celebrações.
 
Como devem ser proclamadas as intercessões nas Orações Eucarísticas I, II e III
 
Na Oração Eucarística I:
Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unido-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também por nosso bispo Orani e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.
Na Oração Eucarística II:
Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o nosso bispo Orani e todos os ministros do vosso povo.
Na Oração Eucarística III:
E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o nosso bispo Orani, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.

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TRECHOS DA CARTA DA PRESIDÊNCIA DA CNBB AOS BISPOS DO BRASIL
 
No final da tarde desta quinta-feira, 28 de fevereiro, após as 16 horas, quando se iniciou o período de vacância da Sé Apostólica, a CNBB enviou carta aos bispos do Brasil na qual “se une aos irmãos Arce/Bispos e a todas as comunidades espalhadas pelas Igrejas Particulares, para vivenciar esse tempo com particular dedicação à oração em ação de graças pelos oito anos de pontificado do Santo Padre Bento XVI, e pelos Cardeais que elegerão o novo Papa”.
Na carta, a CNBB recomenda que seja lembrada a mesma súplica sugerida pelo então Cardeal Ratzinger, em 2005, antes do Conclave que o elegeu Sucessor de Pedro: “Peçamos com insistência ao Senhor que (...) nos ofereça um pastor segundo o seu coração, um pastor que nos guie ao conhecimento de Cristo, ao seu amor, à verdadeira alegria”.
Os bispos da presidência da Conferência recordam que “durante esse tempo litúrgico da Quaresma, torne fértil o ambiente de nossas comunidades para a tomada de iniciativas, como a celebração da Missa ´PELA ELEIÇÃO DO PAPA´, a ´ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO´, a exortação aos fieis para mais aprofundado conhecimento sobre o ministério do Papa, e nos coloque em estreita união com os cardeais brasileiros eleitores: Dom Raymundo Damasceno, Dom Odilo Scherer, Dom Geraldo Majella Agnello, Dom Claudio Hummes e Dom João Braz de Aviz”.
A conclusão da carta traz a renovação da compromisso com a comunhão entre os sucessores dos apóstolos e a confiança no Espírito Santo: “permaneçamos unidos na fé, fortes no amor, esperançosos na ação que conduz e anima a Igreja. Acima de tudo, sejamos dóceis ao Espírito Santo que “introduz a Igreja no conhecimento de toda a verdade (cf. Jo 16, 13), unifica-a na comunhão e no ministério, edifica-a e dirige-a com os diversos dons hierárquicos e carismáticos e enriquece-a com os seus frutos (cf. Et 4, 11-12; 1 Cor 12, 4; Gál 5, 22)” (João Paulo II)”.

27 de fev. de 2013

BENTO XVI
Catequese
Praça São Pedro
Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio!
Ilustres Autoridades!
Queridos irmãos e irmãs!
Agradeço-vos por terem vindo em tão grande número para esta minha última Audiência geral.

Obrigado de coração! Estou realmente tocado! E vejo a Igreja viva! E penso que devemos também dizer um obrigado ao Criador pelo tempo belo que nos doa agora ainda no inverno.
Como o apóstolo Paulo no texto bíblico que ouvimos, também eu sinto no meu coração o dever de agradecer sobretudo a Deus, que guia e faz crescer a Igreja, que semeia a sua Palavra e assim alimenta a fé no seu Povo. Neste momento a minha alma se expande para abraçar toda a Igreja espalhada no mundo; e dou graças a Deus pelas “notícias” que nestes anos do ministério petrino pude receber sobre a fé no Senhor Jesus Cristo, e da caridade que circula realmente no Corpo da Igreja e o faz viver no amor, e da esperança que nos abre e nos orienta para a vida em plenitude, rumo à pátria do Céu.

Sinto levar todos na oração, um presente que é aquele de Deus, onde acolho em cada encontro, cada viagem, cada visita pastoral. Tudo e todos acolho na oração para confiá-los ao Senhor: para que tenhamos plena consciência da sua vontade, com toda sabedoria e inteligência espiritual, e para que possamos agir de maneira digna a Ele, ao seu amor, levando frutos em cada boa obra (cfr Col 1,9-10).
Neste momento, há em mim uma grande confiança, porque sei, todos nós sabemos, que a Palavra de verdade do Evangelho é a força da Igreja, é a sua vida. O Evangelho purifica e renova, traz frutos, onde quer que a comunidade de crentes o escuta e acolhe a graça de Deus na verdade e vive na caridade. Esta é a minha confiança, esta é a minha alegria.

Quando, em 19 de abril há quase oito anos, aceitei assumir o ministério petrino, tive a firme certeza que sempre me acompanhou: esta certeza da vida da Igreja, da Palavra de Deus. Naquele momento, como já expressei muitas vezes, as palavras que ressoaram no meu coração foram: Senhor, porque me pedes isto e o que me pede? É um peso grande este que me coloca sobre as costas, mas se Tu lo me pedes, sobre tua palavra lançarei as redes, seguro de que Tu me guiarás, mesmo com todas as minhas fraquezas. E oito anos depois posso dizer que o Senhor me guiou, esteve próximo a mim, pude perceber cotidianamente a sua presença. Foi uma parte do caminho da Igreja que teve momentos de alegria e de luz, mas também momentos não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no mar da Galileia: o Senhor nos doou tantos dias de sol e de leve brisa, dias no qual a pesca foi abundante; houve momentos também nos quais as águas eram agitadas e o vento contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da Igreja não é minha, não é nossa, mas é Sua. E o Senhor não a deixa afundar; é Ele que a conduz, certamente também através dos homens que escolheu, porque assim quis. Esta foi e é uma certeza, que nada pode ofuscá-la.  E é por isto que hoje o meu coração está cheio de agradecimento a Deus porque não fez nunca faltar a toda a Igreja e também a mim o seu consolo, a sua luz, o seu amor.
Estamos no Ano da Fé, que desejei para reforçar propriamente a nossa fé em Deus em um contexto que parece colocá-Lo sempre mais em segundo plano. Gostaria de convidar todos a renovar a firme confiança no Senhor, a confiar-nos como crianças nos braços de Deus, certo de que aqueles braços nos sustentam sempre e são aquilo que nos permite caminhar a cada dia, mesmo no cansaço. Gostaria que cada um se sentisse amado por aquele Deus que doou o seu Filho por nós e que nos mostrou o seu amor sem limites. Gostaria que cada um sentisse a alegria de ser cristão. Em uma bela oração para recitar-se cotidianamente de manhã se diz: “Adoro-te, meu Deus, e te amo com todo o coração. Agradeço-te por ter me criado, feito cristão…”. Sim, somos contentes pelo dom da fé; é o bem mais precioso, que ninguém pode nos tirar! Agradeçamos ao Senhor por isto todos os dias, com a oração e com uma vida cristã coerente. Deus nos ama, mas espera que nós também o amemos!

Mas não é somente a Deus que quero agradecer neste momento. Um Papa não está sozinho na guia da barca de Pedro, mesmo que seja a sua primeira responsabilidade. Eu nunca me senti sozinho no levar a alegria e o peso do ministério petrino; o Senhor colocou tantas pessoas que, com generosidade e amor a Deus e à Igreja, ajudaram-me e foram próximas a mim. Antes de tudo vós, queridos Cardeais: a vossa sabedoria, os vossos conselhos, a vossa amizade foram preciosos para mim; os meus Colaboradores, a começar pelo meu Secretário de Estado que me acompanhou com fidelidade nestes anos; a Secretaria de Estado e toda a Cúria Romana, como também todos aqueles que, nos vários setores, prestaram o seu serviço à Santa Sé: são muitas faces que não aparecem, permanecem na sombra, mas propriamente no silêncio, na dedicação cotidiana, com espírito de fé e humildade foram para mim um apoio seguro e confiável. Um pensamento especial à Igreja de Roma, a minha Diocese! Não posso esquecer os Irmãos no Episcopado e no Sacerdócio, as pessoas consagradas e todo o Povo de Deus: nas visitas pastorais, nos encontros, nas audiências, nas viagens, sempre percebi grande atenção e profundo afeto; mas também eu quis bem a todos e a cada um, sem distinções, com aquela caridade pastoral que é o coração de cada Pastor, sobretudo do Bispo de Roma, do Sucessor do Apóstolo Pedro. Em cada dia levei cada um de vós na oração, com o coração de pai.
Gostaria que a minha saudação e o meu agradecimento alcançasse todos: o coração de um Papa se expande ao mundo inteiro. E gostaria de expressar a minha gratidão ao Corpo diplomático junto à Santa Sé, que torna presente a grande família das Nações. Aqui penso também em todos aqueles que trabalham para uma boa comunicação, a quem agradeço pelo seu importante serviço.

Neste ponto gostaria de agradecer verdadeiramente de coração todas as numerosas pessoas em todo o mundo, que nas últimas semanas me enviaram sinais comoventes de atenção, de amizade e de oração. Sim, o Papa não está nunca sozinho, agora experimento isso mais uma vez de um modo tão grande que toca o coração. O Papa pertence a todos e tantas pessoas se sentem muito próximas a ele. É verdade que recebo cartas dos grandes do mundo – dos Chefes de Estado, dos Líderes religiosos, de representantes do mundo da cultura, etc. Mas recebo muitas cartas de pessoas simples que me escrevem simplesmente do seu coração e me fazem sentir o seu afeto, que nasce do estar junto com Cristo Jesus, na Igreja. Estas pessoas não me escrevem como se escreve, por exemplo, a um príncipe ou a um grande que não se conhece. Escrevem-me como irmãos e irmãs ou como filhos e filhas, com o sentido de uma ligação familiar muito afetuosa. Aqui pode se tocar com a mão o que é a Igreja – não uma organização, uma associação para fins religiosos ou humanitários, mas um corpo vivo, uma comunhão de irmãos e irmãs no Corpo de Jesus Cristo, que une todos nós. Experimentar a Igreja deste modo e poder quase tocar com as mãos a força da sua verdade e do seu amor é motivo de alegria, em um tempo no qual tantos falam do seu declínio. Mas vejamos como a Igreja é viva hoje!
Nestes últimos meses, senti que as minhas forças estavam diminuindo e pedi a Deus com insistência, na oração, para iluminar-me com a sua luz para fazer-me tomar a decisão mais justa não para o meu bem, mas para o bem da Igreja. Dei este passo na plena consciência da sua gravidade e também inovação, mas com profunda serenidade na alma. Amar a Igreja significa também ter coragem de fazer escolhas difíceis, sofrer, tendo sempre em vista o bem da Igreja e não de si próprio.
Aqui, permitam-me voltar mais uma vez a 19 de abril de 2005. A gravidade da decisão foi propriamente no fato de que daquele momento em diante eu estava empenhado sempre e para sempre no Senhor. Sempre – quem assume o ministério petrino já não tem mais privacidade alguma. Pertence sempre e totalmente a todos, a toda a Igreja. Sua vida vem, por assim dizer, totalmente privada da dimensão privada. Pude experimentar, e o experimento precisamente agora, que se recebe a própria vida quando a doa. Antes disse que muitas pessoas que amam o Senhor amam também o Sucessor de São Pedro e estão afeiçoadas a ele; que o Papa tem verdadeiramente irmãos e irmãs, filhos e filhas em todo o mundo, e que se sente seguro no abraço da vossa comunhão; porque não pertence mais a si mesmo, pertence a todos e todos pertencem a ele.
O “sempre” é também um “para sempre” – não há mais um retornar ao privado. A minha decisão de renunciar ao exercício ativo do ministério não revoga isto. Não retorno à vida privada, a uma vida de viagens, encontros, recepções, conferências, etc. Não abandono a cruz, mas estou de modo novo junto ao Senhor Crucificado. Não carrego mais o poder do ofício para o governo da Igreja, mas no serviço da oração estou, por assim dizer, no recinto de São Pedro. São Benedito, cujo nome levo como Papa, será pra mim de grande exemplo nisto. Ele nos mostrou o caminho para uma vida que, ativa ou passiva, pertence totalmente à obra de Deus.

Agradeço a todos e a cada um também pelo respeito e pela compreensão com o qual me acolheram nesta decisão tão importante. Continuarei a acompanhar o caminho da Igreja com a oração e a reflexão, com aquela dedicação ao Senhor e à sua Esposa que busquei viver até agora a cada dia e que quero viver sempre. Peço-vos para lembrarem-se de mim diante de Deus e, sobretudo, para rezar pelo Cardeais, chamados a uma tarefa tão importante, e pelo novo Sucessor do Apóstolo Pedro: o Senhor o acompanhe com a sua luz e a força do seu Espírito.
Invoquemos a materna intercessão da Virgem Maria Mãe de Deus e da Igreja para que acompanhe cada um de nós e toda a comunidade eclesial; a ela nos confiemos, com profunda confiança.

Queridos amigos! Deus guia a sua Igreja, a apoia mesmo e sobretudo nos momentos difíceis. Não percamos nunca esta visão de fé, que é a única verdadeira visão do caminho da Igreja e do mundo. No nosso coração, no coração de cada um de vós, haja sempre a alegre certeza de que o Senhor está ao nosso lado, não nos abandona, está próximo a nós e nos acolhe com o seu amor. Obrigado!

Benedictus XVI

25 de fev. de 2013

QUEREMOS DEUS 2013

Aconteceu no dia 24 de fevereiro de 2013 mais uma edição do evento Queremos Deus, promovido pela FAMÍLIA CARISMÁTICA, presente na Arquidiocese de Fortaleza e demais Dioceses do Ceará (Regional Nordeste I da CNBB).
 
Estiveram reunidos na tarde domingo mais de 40 mil fieis unidos em oração e em louvor. Na ocasião apresentaram-se o cantor católico e pregador Diego Fernandes, a Ir. Kelly Patrícia, os cantores Ítalo e Reno, entre outras apresentações. Pontos fortes do evento foram o momento de Adoração ao Santíssimo Sacramento presidido pelo Pe. Watson Holanda com a participação de alguns jovens, e a Missa presidida pelo Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio.
 
O Queremos Deus 2013 teve como público alvo os jovens, em vista da JMJ Rio 2013, da CF 2013 e pela importância mesma que os jovens tem no contexto atual de Igreja.
 
A Pastoral Vocacional esteve presente.



 
 

24 de fev. de 2013

MISSA NA TVC

Na manhã deste domingo, 24 de fevereiro, o coordenador da Pastoral Vocacional presidiu a Santa Missa na TVC, Canal 5, e alguns seminaristas do Propedêutico da Arquidiocese participaram na animação dos cantos.












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