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Palavra do Pastor

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

3 de abr. de 2016

Nomeado pelo Papa, Missionário anuncia a Misericórdia de Deus na cidade de Marco

Nomeado pelo Papa Francisco como Missionário da Misericórdia para este Jubileu Extraordinário, padre Rafhael Maciel, reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza,  cumpre uma agenda de missões para promover a Misericórdia Divina. Neste final de semana o sacerdote se encontra na cidade de Marco, na Diocese de Sobral.


Em encontro para centenas de fiéis o sacerdote lembrou que,”Jesus misericordioso traz as marcas claras da paixão e não existiria Jesus Ressuscitado se não houvesse tido a sua paixão”. “O motivo que levou Jesus a Cruz, foi a total obediência ao seu Pai e para que assim, ninguém se perdesse e todos fossem salvos”.
Padre Rafhael  que Deus é o Tudo de nossa vida. “Podemos ter tudo na nossa vida, mas também pode faltar na nossa vida, aquele que é Tudo, o único capaz de nos fazer felizes”. Cumprindo a missão de anunciar com alegria o perdão de Deus, o Missionário ensinou que, “a esperança do coração do Pai, é que sempre devemos nos voltar pra Ele”.
Fonte: Ancoradouro

14 de mar. de 2016

Nota de pesar pelo falecimento de Mons. Mauro

Padre Rafhael Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico e Missionário da misericórdia emitiu nota de pesar pela páscoa de Monsenhor Mauro.
Informações sobre o velório e Missa de corpo presente do Mons. Mauro Herbster

1. Velório já está aberto na Igreja Matriz de Marangupe;
2. 15h – Cortejo fúnebre da Matriz para a Igreja do Rosário;
3. 16h – Missa de corpo presente presidida pelo Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antonio;
4. 17h – sepultamento na Igreja do Rosário.
 
* A Igreja do Rosário fica vizinho à rodoviária de Maranguape, no Centro da Cidade.


Segue na íntegra:
NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DO MONS. MAURO GURGEL BRAGA HERBSTER
Fortaleza, 14 de março de 2016.
A Pastoral Vocacional da Arquidiocese manifesta o seu pesar pelo falecimento do grande presbítero Mons Mauro Gurgel Braga Herbster. No final do dia de ontem 13 de Março de 2016, por volta das 23h20min, a Virgem Maria com todo o seu carinho de Mãe, levou para junto de Seu Filho Jesus Cristo, o nosso querido Mons. Mauro Herbster. Mons. Mauro foi um dos Padres mais exemplares que a Arquidiocese de Fortaleza conheceu. Doou TODA A VIDA PELA SALVAÇÃO DAS ALMAS, vivendo exemplarmente as Obras de Misericórdia espirituais e corporais.
Foi ordenado presbítero pelo Servo de Deus Dom Antonio de Almeida Lustosa no dia 08 de dezembro de 1945. Aos 94 anos de idade, Mons. Mauro celebrou em dezembro passado seus 70 anos de sacerdócio.
Sempre exerceu o seu Ministério Presbiteral em nossa Arquidiocese de Fortaleza. Seu currículo de serviços sacerdotais:
- Secretário particular de Dom Antonio de Almeida Lustosa;
- Foi Pároco em: Nossa Senhora da Saúde, Mucuripe (Fortaleza); Aratuba/Mulungu; Pedra Branca; São Luís do Curú; Nossa Senhora de Salete, Bela Vista (Fortaleza); São Gerardo (Fortaleza) e Nossa Senhora da Penha, Maranguape, onde foi Pároco por 31 anos.
Mons. Mauro sempre se mostrou fiel à Igreja, seja às orientações dos Papas, dos Arcebispos; era um irmão próximo dos demais Padres e um zeloso pastor das almas, ouvindo a todos com seu jeito simples no contato mais direto.
As nossas preces aos familiares, a Dom José Antonio, Arcebispo de Fortaleza, à Cidade e Município de Maranguape; a todo o povo que acompanhou a vida deste nosso irmão Presbítero. Agradeçamos a Deus, o dom da vida deste nosso amado irmão no presbitério e caminhemos na esperança da vida que o Crucificado-Ressuscitado nos acompanha.
Sem dúvida, esse santo homem e Padre ATRAVESSOU A PORTA SANTA DO CÉU. A Arquidiocese de Fortaleza, a Paróquia e Município de Maranguape estão de luto, mas ao mesmo tempo em festa porque TEMOS NO CÉU UM SANTO INTERCESSOR.

Pe. Rafhael Silva Maciel
Reitor do Seminário Propedêutico 
Coord. Arquidiocesano da Pastoral Vocacional
Missionário da Misericórdia

1 de mar. de 2016

[Palavra do Pastor] Casa Comum, responsabilidade de todos

Durante a Quaresma realiza-se na Igreja no Brasil a Campanha da Fraternidade. O tempo especial do chamado à conversão pascal em Cristo presta-se à proposta de renovação da vida humana pessoal e comunitária, o que leva aos horizontes de vida de toda a comunidade humana.
Pela quarta vez a Campanha da Fraternidade é realizada por iniciativa ecumênica de diversas igrejas cristãs unidas no CONIC – Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que desta vez propõe como tema:“Casa comum, nossa responsabilidade”. O mesmo se apoia na Palavra de Deus que encontramos em Am. 5, 24: “Quero ver o direito brotar como fonte e correr justiça qual riacho que não seca.”

De que falamos quando nos referimos à “Casa C0mum”?

A nossa casa comum é a Terra onde habitamos, o planeta Terra, hoje tão ameaçado pela irresponsabilidade que temos ao viver nele e a não cuidar como se deve para o bem de todos os que hoje nele vivemos e os que virão a viver nele no futuro.
A nossa casa comum não é feita somente de sua estrutura material, o que é imediato pensar: a terra, a água, o ar, as realidades da natureza que a constituem. É também a casa comum o conviver humano e com as outras espécies animais e vegetais. Tudo se encontra coligado em mútua interdependência. Tudo colhe as consequências das ações humanas além dos fenômenos naturais.
Somos chamados, como seres humanos, conscientes e livres, inteligentes, amorosos e responsáveis em nossas escolhas a bem viver e conviver com os bens da natureza e os seres todos, a conviver humanamente entre todos nós como membros da mesma humanidade que habita esta Casa Comum.
Por isso, a segunda parte do tema que nos toca é a responsabilidade de todos.
Responsabilidade vem de Resposta, a que damos a uma Proposta que encontramos na natureza que nos precede. Somos no conjunto da mesma natureza os seres inteligentes e capazes de opções, de escolhas em nossas ações. E elas têm suas consequências não apenas para nós que tomamos as decisões, mas para todos. Nossos atos tem repercussão coletiva na humanidade e na natureza que com ela faz parte da criação.
A nossa responsabilidade está em relação com a natureza e com seu Criador, como também com os demais que conosco convivem. O despertar a responsabilidade consciente é o grande chamado no cuidar dos dons da natureza que temos para nosso benefício e o bem comum de todos. Nossa responsabilidade é religiosa, pois se refere à sintonia com o Deus Criador que tem um plano, um objetivo de Amor em sua Criação. Nossa responsabilidade é humana, pois se refere à contribuição para o bem comum da humanidade que somos com os que vieram antes de nós e nos deram origem, com os que convivem hoje conosco no tempo de nossa história, os que virão como continuação e consequência de nossa vida e nossas escolhas. Responsabilidade de todos pela Casa Comum: Lar e Convivência.
De modo especial e urgente somos chamados a dar uma resposta coerente ao bem comum para:“Assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum”.
Isto tudo tem a ver com um saneamento material e espiritual em nossa vida pessoal-social. Tem a ver com água purificada, com bens materiais racionalmente utilizados, com condições físicas de vida e saúde para todos… Tem a ver com pensamentos e escolhas, com relacionamentos puros e retos, com bens espirituais que sejam patrimônio comum, com condições de vida e saúde mental e espiritual para todos… Será vitória contra toda corrupção e poluição no corpo e no espírito, na pessoa e na sociedade, em todo o mundo. Esta Casa Comum clama pela responsabilidade de todos nós. E onde começamos? Por nós mesmos, em nosso corpo, em nossa mente, em nosso coração, deixando-nos guiar pelo Amor Criador, o Supremo Bem que nos orienta e renova em nós e em todos a Sua Criação.

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

24 de fev. de 2016

Sacerdócio ocupa o topo das profissões mais felizes do mundo

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Chicago (EUA) e apresentado pela Forbes, os membros do clero são os profissionais mais felizes (em todas categorias profissionais)


As dez primeiras posições são: 
1 – Clérigos
2 – Bombeiros
3 – Fisioterapeutas
4 – Escritores
5 – Professores de educação especial
6 – Professores
7 – Artistas
8 – Psicólogos
9 – Vendedores de serviços financeiros
10 – Engenheiros de operação
A pesquisa aponta que isso se deve ao fato da maioria desses trabalhos se baseiar em ajudar pessoas. Esse dado já tinha sido demonstrado pelo psicologo e sacerdote Stephen Rossetti em seu livro “Por que são felizes os sacerdotes?”.
Segundo Rosseti:

“Todos os estudos, e não só aqueles realizados por pessoas da Igreja, mas estudos também feitos por pessoas de fora dela, refletem que o índice de felicidade entre os sacerdotes é muito alto, cerca de 90% maior que entre os leigos”.

Fonte: pantokrator.org

23 de fev. de 2016

Bispo convoca fiéis para a Caminhada Penitencial de 2016

Em íntegra da Carta Circular 003/2016 enviada pelo arcebispo metropolitano de Fortaleza, dom José Antonio A. Tosi Marques, sobre a Caminhada Penitencial – Quaresma 2016/Campanha da Fraternidade.

A Caminhada Penitencial acontece no dia 28 de fevereiro, 3º Domingo da Quaresma, às 7h, saindo da Igreja Nossa Senhora da Saúde, Mucuripe, até a Catedral Metropolitana de Fortaleza.
O arcebispo diz ainda que durante a caminhada haverá oportunidade de gestos concretos, que acompanham a manifestação penitencial. Será levada nos ombros dos féis uma grande cruz. A cruz que faz recordar como o nosso Senhor Jesus Cristo tomou sobre si todos os pesos da humanidade para redimi-la. Outro gesto concreto é a possibilidade de confissões para os fiéis que desejarem.
O arcebispo pede aos sacerdotes que se façam presentes com túnica e estola roxa. Como também que estejam disponíveis para atendimento das confissões dos fiéis durante a Caminhada.
Para que o maior número possível de fiéis possa participar, o arcebispo pede que nas paróquias e áreas pastorais metropolitanas, todas as celebrações sejam realizadas nas igrejas nas Primeiras Vésperas.
Informações (85) 3388-8703; (85) 3388-8701
Fonte: Arquidiocese de Fortaleza

27 de dez. de 2015

Exclusiva] “Depois dos grupos Europeus, brasileiros compõem maior número de inscritos na Jornada de Cracóvia”, afirma padre brasileiro ligado à organização do evento com o Papa

O Blog ANCORADOURO conversou com exclusividade com o Padre João Wilkes Rebouças Chagas Júnior, responsável pela seção Jovem do Pontifício Conselho para os Leigos, Dicastério da Sé Romana que organiza a Jornada Mundial da Juventude junto à Diocese escolhida, neste ano, a de Cracóvia.

Padre João Chagas é cearense e membro da Comunidade Católica Shalom.

“Convidamos todos os jovens para que se mobilizem para participar da Jornada Mundial da Juventude. Creio que muitos poderão participar indo até Cracóvia e lá viverem  o jubileu da Misericórdia da juventude celebrada a nível mundial”, afirma o sacerdote que é membro da Comunidade Católica Shalom.
Aos que não podem ir até a Cracóvia padre João Wilkes estimula para que “participem espiritualmente deste momento”. Estes jovens poderão acompanhar as mensagens do Papa Francisco para a juventude, como a deste ano que já foi publicada.
“A Jornada será um momento de graça”, disse o sacerdote que adiantou ao blog que “o grupo do Brasil é o mais numeroso, depois dos grupos da Europa, inscritos na Jornada; os jovens brasileiros compõem o maior grupo absoluto  para o serviço voluntário da Jornada até o momento; e também representa o maior número de voluntários que já estão trabalhando no escritório da Jornada na Cracóvia”.
Imagem da missa de encarramento da JMJ Rio 2013.

“Sabemos que o momento econômico do Brasil não é fácil”, pontua o padre, mas explica que os grupos de oração, pastorais, paróquias e movimentos podem se mobilizar para enviar “pelo menos um representante”. “Esperamos você ou alguém que lhe represente na Jornada de Cracóvia em 2016″, finaliza o sacerdote cearense.
O número de jovens inscritos na Jornada ultrapassa os 500 mil. Mais informações: http://www.krakow2016.com/pt/
Fonte: Ancoradouro

25 de dez. de 2015

A Misericórdia se fez carne e habitou entre nós


Pequeno Grande

Celebramos com muita alegria o Natal do Senhor Jesus Cristo! Uma noite de reencontros, de fraternidade; acima de tudo uma noite para recordarmos e darmo-nos conta, mais uma vez, da enorme condescendência de Deus para com a humanidade. Ao voltarmos nosso olhar para o Presépio vemos a pequenez com que o Filho de Deus entrou no mundo, mas ali estava um “Pequeno Grande”. Sim! Uma pequena criança, envolta nos panos, acompanhada de poucas pessoas e alguns animais; uma criança totalmente dependente dos cuidados daqueles que o rodeavam. Mas, um Grande, o Filho de Deus, que por amor da humanidade aceitou fazer a vontade do Pai do Céu, como afirma a carta aos Hebreus (Hb 5,7-10): “Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedec”.
A essa condescendência divina poderíamos chamar de Misericórdia; misericórdia porque foi para salvar os homens que o Filho de Deus veio ao mundo. Foi para libertar o homem ferido pelo pecado que Ele resolveu se humilhar, fazer-se um com os homens, por pura misericórdia, assim afirma o Apóstolo: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens em tudo, menos no pecado” (Fl 2,6-7).

A encarnação da misericórdia


Assim, sem querermos forçar o texto bíblico, podemos parafrasear o evangelista São João dizendo que “a Misericórdia se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Misericórdia porque a humilhação (kenosis) do Verbo se deu para que Ele provasse da nossa pobre e miserável condição de pecadores, para que Ele sentisse os sentimentos do coração humano, as alegrias e as dores humanas. Isso mesmo significa misericórdia: “Sentimento de caridade despertado pela dor de outrem; piedade, compaixão”. Portanto da parte de Deus a encarnação do Verbo é ação real demonstrada pela misericórdia para conceder perdão unicamente por bondade, por amor, por graça.
O Papa Francisco nos lembra exatamente isso: “Precisamos sempre de contemplar omistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”. (Misericordiae Vultus, n.02).
Para todos, especialmente os cristãos, celebrar o Natal deverá então reinflamar os corações para fazerem a experiência da misericórdia, experiência de sentirem-se tão amados por Deus, mas ao mesmo tempo de fazerem os outros sentirem-se amados por Deus. Quantos de nós sentimos a alegria em nossos corações por nos sentirmos tão amados do Senhor. Mas, quantos em nosso mundo, em nossas Cidades sentem-se tão sozinhos, tão desprezados, tão esquecidos, seja nas periferias físicas seja nas periferias existenciais, nas ruas, nos leitos de hospitais, nos asilos, nas creches, nos presídios, em casa, enfim… quantos à espera de um olhar, de um aperto de mão, de um abraço, de um carinho terno….

Desçamos aos mais necessitados


Se um dia fomos abraçados pelo Senhor que desceu do Céu e veio até nós, desçamos também nós até os necessitados, façamos da nossa vida encarnação atual da misericórdia de Deus que um dia veio “e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14). Que por nós, neste Natal, a glória da Misericórdia brilhe sobre tantos irmãos, pois “Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado” (Misericordiae Vultus, n.02), esse é o mistério do Natal que celebramos a cada ano.

Pe. Rafhael Silva Maciel, Reitor do Seminário Propedêutico de Fortaleza e Missionário da Misericórdia.

Fonte: Blog Ancoradouro

NATAL NO ANO DA MISERICÓRDIA

Estamos celebrando mais uma vez o Natal de Jesus, expressão maravilhosa da misericórdia divina. E neste iniciado Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia instituído pelo Papa Francisco, somos levados à contemplação do mistério revelado: Deus milagrosamente rompeu o abismo que se poderia pensar entre o Criador e a criatura, fazendo-se Ele mesmo criatura entre as suas.
São Paulo aos cristãos de Filipos exortava como fruto do encontro humano com Cristo, Deus entre nós:“2, 5 Tenham em vocês os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo: 6 Ele tinha a condição divina, mas não se apegou a sua igualdade com Deus.7 Pelo contrário, esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo e tornando-se semelhante aos homens. Assim, apresentando-se como simples homem, 8 humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz! 9 Por isso, Deus o exaltou grandemente, e lhe deu o Nome que está acima de qualquer outro nome; 10 para que, ao nome de Jesus, se dobre todo joelho no céu, na terra e sob a terra; 11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.”
E assim se fez para elevar a humanidade, de sua condição de pecado e de morte, à glória da filiação divina. E a todos, em Cristo, o Filho Eterno feito homem, por infinita condescendência e misericórdia, faz participantes da natureza e vida divinas.
A isto se dá o nome de misericórdia: o coração voltado ao miserável. E por fidelidade divina, ternura, compaixão e o desejo irredutível de Deus de fazer de sua criatura humana, verdadeira imagem e semelhança sua.










Na tradição litúrgica cristã, o Natal surgiu como uma solenidade que é já “pequena páscoa”, expressão na humildade humana do nascimento, da comunhão misteriosa que Deus realiza com sua criatura humana, fazendo-se carne e habitante entre nós. A expressão máxima e consumada desta misericórdia divina, que ultrapassa qualquer imaginação, se cumprirá na “páscoa da morte e ressurreição”. Na pequena páscoa Deus se esconde na humanidade, se expressa em sua fragilidade. E esta chegará à sua consumação na morte de cruz – suprema humanização de Deus. Na páscoa da ressurreição a humanidade se expressa em divindade – suprema divinização do homem. E para ela agora toda a humanidade caminha como destino certo e definitivo.
Assim reza uma oração litúrgica muito antiga da solenidade do Natal do Senhor na Missa do dia: “Ó Deus, que criastes o ser humano e mais admiravelmente restabelecestes a sua dignidade, dai-nos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.” Aqui está a expressão mais consumada da misericórdia divina que faz comunhão plena conosco. Ele supera tudo o que desumaniza a pessoa humana e a eleva a uma altura jamais sonhada.
Desta fonte de misericórdia virá para a humanidade uma torrente que se espalhará nela no espaço e no tempo: a misericórdia entre as pessoas humanas. Se assim Deus ama sua criatura, assim o mesmo Amor no coração humano renovado tomará imprevistas formas. Os relacionamentos humanos serão conformados pelos mesmos sentimentos e atitudes do misericordioso Deus. “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso…” (Lc 6, 36), exorta Jesus a todos os que dele se aproximam. E Ele mesmo dá exemplo vivo desta misericórdia: “Assim vocês se tornarão filhos do Pai que está no céu, porque ele faz o sol nascer sobre maus e bons, e a chuva cair sobre justos e injustos.” Mt 5, 45.
E a consequência desta corrente de misericórdia será uma grande, imensa e única comunhão universal. E todos se tornam membros de uma mesma realidade humana e divina: a comunhão dos homens com Deus e entre si. Milagre impensável da misericórdia: coisa que os olhos humanos jamais viram, os ouvidos jamais ouviram e o coração humano jamais sonhou! – 20 “Eu não te peço só por estes, mas também por aqueles que vão acreditar em mim por causa da palavra deles, 21 para que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti. E para que também eles estejam em nós, a fim de que o mundo acredite que tu me enviaste. 22 Eu mesmo dei a eles a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um. 23 Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e para que o mundo reconheça que tu me enviaste e que os amaste, como amaste a mim. 24 Pai, aqueles que tu me deste, eu quero que eles estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória que tu me deste, pois me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te reconheceu, mas eu te reconheci. Estes também reconheceram que tu me enviaste. 26 E eu tornei o teu nome conhecido para eles. E continuarei a torná-lo conhecido, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles.”Jo 17. Esta é a vitória da misericórdia! Entre nós ela nasce na carne humana!

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano

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