24 de out de 2014

Irmã destaca exemplo de Madre Assunta, dedicada aos migrantes

Madre será beatificada neste sábado em São Paulo. Superiora das Scalabrinianas a apresenta como modelo de vivência do perdão, serviço e caridade

Luciane Marins, com colaboração de Jéssica Marçal
Da Redação


Neste sábado, 25, a Igreja terá uma nova beata: Madre Assunta Marchetti, cofundadora da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, as Scalabrinianas. Para conhecer a vida e a obra desta religiosa italiana que viveu no Brasil por mais de 50 anos, o Canção Nova em Foco conversa com irmã Neusa de Fátima Mariano, superiora geral da Congregação.

cerimônia de beatificação será na Catedral da Sé em São Paulo, neste sábado, às 10h. “Estamos com o coração em festa. O anúncio da beatificação foi feito ano passado. Desde então, já estamos em preparação. É uma preparação espiritual, na oração, reflexão, caminho de formação para celebrarmos intensamente esse grande evento”, conta irmã Neusa.

Madre Assunta chegou ao Brasil com 24 anos de idade e nunca mais voltou à sua terra natal, a Itália. Veio do seu país para acompanhar imigrantes italianos. Aqui no Brasil, a madre se dedicou especialmente ao cuidado dos mais necessitados, como os órfãos, pobres, doentes e migrantes.
“No contexto da migração, Madre Assunta desponta como esta grande figura, de uma mulher que doou sua vida na assistência e no acompanhamento aos migrantes, na fidelidade ao carisma do fundador, o beato João Batista Scalabrini.”
O então Bispo de Piacenza, preocupado com as grandes migrações que aconteciam da Europa para as Américas no final do século XIX, fundou duas Congregações para acompanhar os migrantes: a dos Padres Scalabrinianos, em 1887, e a das Irmãs Missionárias Scalabrinianas, em 1895. Madre Assunta estava entre as quatro primeiras irmãs da Congregação que vieram para o Brasil.
A primeira casa onde Madre Assunta começou esse trabalho pioneiro em São Paulo está ativa ainda hoje. O abrigo, fundado por ela e seu irmão, padre José Marchetti, em em1904, fica na Rua do Orfanato, Vila Prudente. “Foi um trabalho que ela deixa como marco. Temos essa casa que continua atendendo e dando assistência hoje. Sabemos o quanto São Paulo é uma grande cidade com uma realidade muito forte dos menores não acompanhados.”
Cerimônia de Beatificação

O rito de beatificação de Madre Assunta será presidido pelo Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. A Missa será presidida pelo arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer.
Irmã Neusa explica que é muito significativo que a cerimônia seja em São Paulo. “Para nós é importante porque foi o ponto aonde chegou o primeiro grupo, o grupo pioneiro, aqui no Ipiranga. E aqui em São Paulo se desenvolveu todo trabalho da madre, foi onde ela viveu e morreu.”
A família do senhor Heráclides Teixeira Filho, que recebeu o milagre que levou Madre Assunta à beatificação, estará na cerimônia. “Eles terão participação efetiva dentro da celebração. Para nós é uma grande alegria,” comemora irmã Neusa.
Modelo de vida
Entre inúmeras virtudes de Madre Assunta, irmã Neusa destaca a fé inabalável. “Ela sempre dizia uma expressão em italiano: Deus vê e Deus provê! Era uma mulher de uma confiança inabalável em Deus.”
“Ela é um modelo para nós hoje, que estamos sendo tantas vezes exortados pelo Papa Francisco a viver a dimensão do perdão, da caridade, do serviço, de ser uma Igreja que vai ao encontro do outro. Modelo de missionariedade”.



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