5 de ago de 2014

Como se tornar sacerdote


Não há bilhetes à venda para se tornar sacerdote. «Entra-se» no sacerdócio só por iniciativa do Senhor. Ele «chama quem ele quer que se torne sacerdote». Como sempre, o Papa com uma imagem eficaz explicou nesta manhã, quarta-feira 26 de Março, aos fiéis presentes na praça de São Pedro para a audiência geral, «como se tornar sacerdote».

Aliás «se algum de vós – disse dirigindo-se aos jovens na praça – sentiu isto no seu coração, foi Jesus quem o pôs ali. Esmerai-vos por este convite e rezai a fim de que ele prospere e dê frutos na Igreja inteira».

O «isto» ao qual se referia o Papa é «o desejo de se tornar sacerdote, a vontade – explicou ele mesmo – de servir os outros em tudo aquilo que vem de Deus». Um desejo que deve ser alimentado com a oração. Aquela oração que nunca deve ser descuidada nem pelos bispos, nem pelos sacerdotes e diáconos. Porque «um bispo que não reza», que «não escuta a Palavra de Deus», que «não celebra todos os dias, que não se confessa regularmente e, do mesmo modo, o sacerdote que não age assim, a longo prazo perdem a união com Jesus, adquirindo uma mediocridade que não faz bem para a Igreja», afirmou. Por isso, exortou, «devemos ajudar os bispos e os sacerdotes a rezar, a ouvir a Palavra de Deus, que é pão quotidiano, a celebrar todos os dias a Eucaristia e a confessar-se de maneira habitual»: uma tarefa «muito importante», porque «diz respeito precisamente à santificação dos bispos e dos presbíteros».

Tendo concluído o ciclo das reflexões sobre os sacramentos «que juntos, constituem o mistério da iniciação cristã», esta manhã o Papa falou sobre a ordem e anunciou que a próxima catequese será sobre o matrimónio. Ordem e matrimónio, especificou com efeito, «constituem dois caminhos grandiosos através dos quais o cristão pode fazer da própria vida um dom de amor, a exemplo e em nome de Cristo, cooperando assim para a edificação da Igreja».

Em particular, a ordem, «cadenciada nos três graus de episcopado, presbiterado e diaconado, é o Sacramento - explicou - que habilita para o exercício do ministério, confiado pelo Senhor Jesus aos Apóstolos, de apascentar a sua grei». Uma missão, especificou ainda, que deve ser cumprida com amor, porque os pastores que não servem com amor «erram».

Fonte: L'OSSERVATORE ROMANO

















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